sábado, 22 de julho de 2017

GUILHERME DE ALMEIDA


GUILHERME DE ALMEIDA
(24/07/1890 [Campinas] – 11/07/1969 [São Paulo])

Príncipe dos poetas brasileiros.

Foi advogado, jornalista, crítico de cinema, poeta, ensaísta e tradutor.

Divulgou o poema Haikai no Brasil.

Primeiro modernista a entrar na Academia Brasileira de Letras em 1930.

Combateu na Revolução Constitucionalista de 1932.

Foi sepultado no Mausoléu do soldado constitucionalista no Parque Ibirapuera.

Obras
Nós
A dança das horas
Messidor


 Casa de Guilherme de Almeida



sexta-feira, 21 de julho de 2017

sábado, 1 de abril de 2017

CORA CORALINA

CORA CORALINA
(20/08/1889 [Goiás] - 1/04/1985)
Pseudônimo de  Ana Lins dos Guimarães Peixoto Bretas

Considerada uma das mais importantes da poesia brasileira, seu primeiro livro foi publicado aos 76 anos: Poema dos becos de Goiás e estórias mais

Seus primeiros escritos são de sua adolescência ( Aos 16 anos uma crônica foi publicada pelo Jornal Tribuna Espírita no Rio de Janeiro)

Cora Coralina tornou-se conhecida do grande público quando Carlos Drummond de Andrade publicou em 1980 uma crônica dizendo que sua poesia era importante. "Os versos de Cora Coralina nos remetem a um Brasil vário"

A casa onde Cora Coralina viveu seus últimos anos foi transformada em 1985 no Museu Cora Coralina, reconhecido em 2001 Patrimônio Histórico da Humanidade pela UNESCO
                                                 Fonte: Roteiros Literários

                                                                               

                                                            Fonte: wikipédia


Museu Cora Coralina

Cartas de Drummond para Cora Coralina

 Entre os itens expostos estão as cartas trocadas com Carlos Drummond de Andrade

Eca de Queiroz e João Guimarães Rosa foram influenciadores de sua obra  poética

Gostava de ler dicionários e organizava lista de palavras ( apelidos, nomes de lugares, palavras e significados)

"O grande livro que sempre me valeu e que aconselho aos jovens, um dicionário. Ele é pai, é tio, é avô, é amigo e é um mestre. Ensina, ajuda, corrige, melhora, protege." (Vintém de Cobre)


Se dizia mais doceira que autora.

Saudada por grandes nomes da literatura e ganhadora de prêmios e medalhas sua poesia questiona paradigmas socioculturais nas relações hierárquicas

presença da memória  como instrumento que reflete a experiência de indivíduos colocando em circulação  memórias coletivas no leitor

Modo de vida  solidário  do interior contrastando com a sociedade capitalista em que o individualismo é o que se  prepondera

questionamento das reclusões e submissão das mulheres

Em Vintém de Cobre denuncia a tirania vivida pela crianças do passado.


Eu sou aquela mulher
a quem o tempo
(...)
Ensinou a amar a vida.
Não desistir da luta. 
Recomeçar na derrota
Renunciar a palavras e pensamentos negativos.
Acreditar nos valores humanos.
Ser otimista.
(Vintém de Cobre)


Sozinha...
Na estrada deserta,
sempre a procurar
o perdido tempo
que ficou pra trás.

Esse trecho me fez lembrar o início de O Caminho de Swann de Proust  " ao voltar para casa, vendo minha mãe que eu tinha frio, ofereceu-me chá, (...) Ela mandou buscar um desses bolinhos pequenos e cheios chamados madalenas e que parecem moldados(...) levei aos lábios uma colherada de chá onde deixara amolecer um pedaço de madalena.Mas no mesmo instante em que aquele gole, de envolta com as migalhas do bolo, tocou o meu paladar, estremeci, (...) Invadira-me um prazer delicioso."


Desde então quando comemos alguma coisa e pensamos nas refeições de nossa infância diz-se que aquela coisa degustada é uma madeleine de Proust.
                                         

Rachel de Queiroz que certa vez foi a Goiás só conhecer Cora Tinha também esse  memorialismo dos saberes e sabores da infância :
 Era um fogão enorme, bem no centro da cozinha com uma chaminé no meio. Tinha então início o dia na cozinha de minha avó, que iria funcionar, sem pausas, até a hora do jantar. (O Nao me deixes)


Cora Coralina,  doceira de profissão, misturou poesia e doce. Sua poesia tem traços da simplicidade do interior  e as práticas cotidianas das mulheres nos seus afazeres domésticos.

  "Sou mais doceira e cozinheira do que escritora, sendo a culinária a mais nobre de todas as artes: (..) está ligada à vida e à saude humana."



Obras
"O canto da Inhuma"um dos seus primeiros poemas escrito em 1900 quando tinha 11 anos


Poesia
1965-Poemas dos becos de Goiás e estórias mais
1976 - Meu livro de cordel
1983 - Vintém de cobre - Meias confissões de Aninha
1986 - Tesouro da casa velha
2001 - Villa Boa de Goiás

Conto
Estórias da casa velha (1985)

Infantil
Meninos verdes (1986)
A moeda de ouro que o pato engoliu (1999)
O prato azul-pombinho (2002


Seus restos mortais repousam no cemitério São Miguel (Goiás) ao lado do pai. Quis ver ainda em vida sua pedra tumular inscrita com os versos que ela compôs:

"(...) Deixo o que quero para marcar minha passagem por essa vida" (Cora Coralina)


Fonte: Roteiros Literários


Que sabe você da fala das sementes? Cora Coralina

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

MACUNAÍMA

MACUNAIMA


Um dos romances mais importantes
da primeira fase do modernismo brasileiro
Foi lançado em 1928

RESUMO DO  LIVRO

Macunaíma nasce e já manifesta sua principal característica: a preguiça. O herói vive às margens do mítico rio Uraricoera com sua mãe e seus irmãos, Maanape e Jiguê, numa tribo amazônica. Após a morte da mãe, os três irmãos partem em busca de aventuras. Macunaíma encontra Ci, Mãe do Mato, rainha das Icamiabas. Depois de dominá-la, com a ajuda dos irmãos, faz dela sua mulher, tonando-se assim imperador do Mato Virgem.  
O herói tem um filho com Ci e esse morre, ela morre também e é transformada em estrela. Antes de morrer dá a Macunaíma um amuleto, a muiraquitã (pedra verde em forma de sáurio), que ele perde e que vai parar nas mãos do mascate peruano Venceslau Pietro Pietra, o gigante Piaimã, comedor de gente. Como o gigante mora em São Paulo, Macunaíma e seus irmãos vão para lá, na tentativa de recuperar a muiraquitã. 
Após falhar com o plano de se vestir de francesa para seduzir o gigante e recuperar a pedra, Macunaíma foge para o Rio de janeiro. Lá encontra Vei, a deusa sol, e promete casamento a uma de suas filhas, mas namora uma portuguesa e enfurece a deusa. Depois de muitas aventuras por todo o Brasil na tentativa de reaver a sua pedra, o herói a resgata e regressa para a sua tribo. 
Ao fim da narrativa, vem a vingança de Vei: ela manda um forte calor, que estimula a sensualidade do herói e o lança nos braços de uma uiara traiçoeira, que o mutila e faz com que ele perca de novo – dessa vez irremediavelmente – a muiraquitã. Cansado de tudo, Macunaíma vai para o céu transformado na Constelação da Ursa Maior.

http://educacao.globo.com/literatura/assunto/resumos-de-livros/macunaima.html
.
AUTOR

Mário de Andrade foi a figura central do movimento modernista que culminou na Semana de Arte Moderna de 1922. O escritor foi um dos integrantes do “Grupo dos Cinco”, que deu início ao modernismo no Brasil, formado também por Oswald de Andrade, Anita Malfatti, Tarsila do Amaral e Menotti Del Picchia.



IMPORTÂNCIA DO LIVRO

Utiliza provérbios do povo brasileiro aproximando a língua escrita ao modo de falar.

Apresenta humor e criatividade.

Possui estrutura inovadora, não seguindo uma ordem cronológica e espacial.

Busca uma valorização da cultura nacional.

 Macunaíma é a melhor representação das propostas do Movimento da Antropofagia (1928), iniciado por Oswald de Andrade

 O Movimento Antropofágico tinha como pretensão aproveitar as qualidades de outras culturas, mas transformá-las em algo verdadeiramente nacional.

Descentralização da cultura - os motivos indígenas, folclóricos, nativos e americanos, contra a inspiração nos temas europeus.
 Macunaíma também apresenta a “descentralização da cultura” na língua, ilustrando "o vocabulário regional de todos os pontos do Brasil" com suas frases feitas e provérbios de propriedade coletiva. Um dos principais valores do livro é essa mistura linguística.
Para escrever o livro o autor pesquisou sobre as lendas e mitos indígenas, pois está presente na obra a linguagem popular e oral de várias regiões do país. Mario de Andrade o chamou de rapsódia



PERSONAGENS

Macunaíma: é o protagonista do livro, "o herói sem nenhum caráter" e preguiçoso. Vive numa tribo na Amazônia e assume diversas faces. Ao mergulhar num poço encantado se transforma em um homem branco, loiro e de olhos azuis.

Maanape: um dos irmãos de Macunaíma. Simboliza a figura do negro.  

Jiguê: um dos irmãos de Macunaíma. Simboliza a figura do índio. 

Sofará: mulher de Jiguê. Era bem moça, apanhava de Jiguê por ficar “brincando” na mata com Macunaíma enquanto devia trabalhar. 

Iriqui: nova mulher de Jiguê. Era linda, mas também foi deixada por Jiguê quando este descobriu que ela também “brincava” com Macunaíma.  

Ci: é a responsável pela peregrinação de Macunaíma, já que foi ela quem lhe deu a pedra Muiraquitã. Ela foi o verdadeiro amor de Macunaíma. 

Capei: uma grande cobra que Macuína teve que enfrentar. 

 Piaimã: é o gigante que roubou a muiraquitã de Macunaíma. Torna-se a principal oposição do herói e motivo pelo qual ele parte em sua jornada para São Paulo. No final, o herói mata Piaimã e toma de volta a pedra

Vei: é a representação do sol, apesar de ser mulher. Tem duas filhas e quer que Macunaíma se case com uma delas. Porém Macunaíma não fica com nenhuma de suas filhas.

Ceiuci: mulher do gigante. Era gulosa e já tentou devorar Macunaíma.



RAPSÓDIA
 Nome que na música significa composição que envolve uma variedade de motivos populares.





CARACTERÍSTICAS DA OBRA MACUNAÍMA

Vocábulos indígenas e africanos
Gírias
Provérbios
Ditados populares
Modismos
Anedotas da história brasileira
Erotismo
O fantástico se confunde com o real
Superstições
Aspectos da vida urbana e rural do Brasil
Surrealismo  (expressão artística acessível)



Frases de Macunaima

“O sol esfiapando por entre a folhagem”

“ No pino do dia”

“Quem quer cavalo sem tacha anda de a-pé...”

“E o silêncio alargando tudo...”

“Pouca saúde e muita saúva, os males do Brasil são!”

“É São Paulo construída sobre sete colinas (,,,) e beija-lhe os pés a grácil (...) linfa do Tietê”
                             
“No céu escampado da noite não tive uma núvem “
“Gato miador pouco caçador”

“Canudo que teve pimenta guarda o ardume”

A casa de Mário de Andrade
https://vimeo.com/73811716

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

LITERATURA PAULISTA

SÃO  PAULO  NA LITERATURA

Século XVI
Chegada dos missionários da Cia de Jesus conhecidos como jesuitas. Escreviam relatórios à coroa portuguesa sobre as terras recém encontradas e sobre os povos nativos compondo poesias e músicas para o catecismo.
              
Padres jesuítas considerados os fundadores da capital paulista
Manuel da Nóbrega
José de Anchieta

ROMANTISMO

Século XIX  (Pequena Província )
Congrega grupo de escritores estudantes da faculdade de Direito que começam a retratar a cidade:

Álvares de Azevedo (1831-1852) fase ultra romântica
Castro Alves  (1847-187);
José de Alencar (1829-1877)

Góticos
Grupo de artistas seguem as idéias do escritor Lord Byron (1788-1824) e criam o grupo dos Byronianos que se reúnem em cemitérios para discutir literatura e exaltar a morte.
Bernardo Guimarães (1825-1884);
Francisco Otaviano (1825-1889);

Escritores antiabolicionistas (pós-romântico)
Luiz Gama (1831-1882) –  fundador do primeiro jornal humorístico de São Paulo Diabo coxo;
Raul Pompéia (1863-1895)

Século XX
São Paulo começa a se formar como metrópole com o poder econômico do café e a crescente industrialização. A cidade se torna o centro de uma mnifestação literária: O Modernismo. Semana de 22 no Teatro Municipal. A partir daí a cidade passa a ter nova representação na cena cultural do país.
Figuras de destaque: Mário de Andrade (1893-1945) e Oswald de Andrade (1890-1954)


Início do Século XX
Projeção nacional com o Movimento Modernista Brasileiro – Semana de Arte Moderna em 1922.
Mário de Andrade – Paulicéia desvairada (poema urbano) estabelece o movimento moderno no Brasil.
                           Macunaíma – aborda o folclore brasileiro. Ápice da prosa nacionalista através da criação de um anti-herói nacional.
                                    Meditação sobre o Rio Tietê

Poesia experimental de Oswald de Andrade
Prosa de vanguarda – Serafim Ponte Grande (1933) – romance;

Concretismo
Movimento de vanguarda do pós-guerra no Brasil. Que se  espalha a partir de São Paulo com o grupo da Revista Nolgandres, criada pelos irmãos Haroldo (1931-2003), Augusto de Campos (1931-) e Décio Pignatari. Seu intuito era acabar com a distinção entre forma e conteúdo e criar uma nova linguagem.


1960 – Cenário de diversas obras
Romances policiais: Rubem Fonseca e Marcos Rey;
Roberto Piva - poemas descrevem as ruas soturnas do centro, com personagens excluídas da sociedade – usuários de drogas, homossexuais, criminosos e boêmios.
Tony Belloto;
Bernardo Carvalho;

1970
Literatura realista urbana impulsionada pelo momento político, pela segregação social, pela violência.
João Antonio (1937-1996);
Ivan Ângelo (1936-2014)
Inácio de Loyola Brandão (1936);

Anos 1990 (Realismo urbano e suburbano)
Fernando Bonassi (1962)  - 100  histórias colhidas na Rua
Marçal Aquino (1958);
Trazem para a cena literária as tensões sociais da metrópole.

Rappers e autores da periferia como Ferrez (1975) e Jocenir (1951) fazem arte com a linguagem coloquial dos subúrbios, escrita                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                         representa a realidade urbana.

Século XXI
Cenário do romance Eles eram muito cavalos (Luiz Ruffato), ganhador do troféu APCA. Aborda o dia a dia da cidade, a partir das histórias individuais de seus moradores.



Fonte: wikipédia

terça-feira, 9 de agosto de 2016

MARÍLIA DE DIRCEU

      TOMÁS ANTÔNIO GONZAGA  (1744-1810)  

Nasceu em Portugal e morreu em Moçambique. Filho de pai brasileiro veio para o Brasil aos oito anos.
Envolvido com a Inconfidência Mineira, foi preso em 1789 e enviado à Moçambique, na África, onde passou boa parte de sua vida. Foi na prisão que escreveu parte da obra.

É considerado um dos grandes nomes do Arcadismo.


CARACTERÍSTICAS DO ARCADISMO

Exaltação ao bucolismo (vida pastoril);
Exaltação da natureza;
Tranquilidade no relacionamento amoroso;
Universalidade (comum à maioria dos homens);
Utilização de períodos curtos;
Utilização de verso sem rima (verso branco);
Presença de entidades mitológicas.

IMPORTÂNCIA DO LIVRO MARÍLIA DE DIRCEU
Escrito no século XVIII, a obra pertence ao Arcadismo, mas já apresenta características do Romantismo.

O Arcadismo (símbolo de vida ideal) coincide no Brasil com a crise da lavoura açucareira e a descoberta das primeiras minas de ouro e pedras preciosas, deslocando o eixo econômico do país da região Nordeste para a região de Minas Gerais.

Idéias de libertação do Brasil de Portugal culminaram na Inconfidência Mineira da qual participaram muitos escritores árcades.

RESUMO DA OBRA

Primeira Parte:
Pastor Dirceu, responsável pela voz do poema, descreve todo o seu sentimento pela jovem Marília.

Escrita antes da prisão do autor, nota-se uma preocupação intensa em louvar a beleza da amada.

Outro objetivo do eu lírico nesse trecho parece ser o de se colocar à altura dela, fato que fica claro pela afirmação de uma posição social nas primeiras liras.

Além disso Dirceu apresenta  seus planos em relação ao futuro com Marília.
O eu lírico deseja uma vida bucólica (pastoril) e serena, com filhos, em um ambiente campestre fortemente marcado pela presença da natureza.

Segunda Parte:
Elaborada na prisão, local para o qual o autor e o eu-lírico se deslocam o tom é de tristeza, lamento e devaneios misturados a lembranças do passado.

Terceira e última parte:

Predomina o tom solitário e pessimista . Dirceu repete sua tristeza e saudade de Marília, sem o otimismo e o louvor à natureza presente no trecho inicial.

TRECHOS DA OBRA

"Tu não verás, Marília, cem cativos
tirarem o cascalho, e a rica terra,
ou dos cercos dos rios caudalosos,
ou da minada serra.
Não verás separar ao hábil negro
Do pesado esmeril a grossa areia,
E já brilharem os granetes de ouro
no fundo da bateia.

[...]

Verás em cima da espaçosa mesa
Altos volumes de enredados feitos;
Ver-me-ás folhear os grandes livros,
E decidir os pleitos.
Enquanto revolver os meus consultos
Tú me farás gostosa companhia,
lendo os fatos da sábia mestra história,
e os cantos da poesia.
Lerás em alta voz a imagem bela,
Eu vendo que lhe dás o justo apreço,
Gostoso tornarei a ler de novo
o cansado processo.
Se encontrares louvada uma beleza,
Marília, não lhe invejes a ventura,
Que tens quem leve à mais remota idade
A tua formosura".

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

A CIDADE E AS SERRAS


Considerado um dos mais importantes  livros do escritor português Eça de Queiroz.

Último livro  de Eça de Queirós, foi publicado em 1901, um ano após a morte do autor.

A narrativa de A cidade e as Serras se passa no século XIX quando a cidade de  Paris era considerada o centro do mundo. Nos meios intelectuais da época havia um grande entusiasmo pelas teorias positivistas de Augusto Comte, criador do sistema que ordena as ciências experimentais consideradas modelo do conhecimento em vez das especulações teológicas e metafísicas(realidade que transcende a experiência sensível).

 Temática

Campo versus cidade é o centro do romance.

O gênero bucólico , cultivado por autores desde a Antiguidade, trata da oposição entre a vida tranquila e sábia do campo e a vida urbana, cheia de agitação.

O autor mostra a futilidade reinante em Paris e satiriza as idéias positivistas que deslumbravam os jovens intelectuais da  época.

 Personagens

Jacinto – entusiasta da vida urbana, das inovações tecnológicas e da ciência.

José Fernandes – narrador personagem, amigo de Jacinto desde os tempos de estudante, conta a história do amigo Jacinto.

Grilo – o mais antigo criado de Jacinto.

Joaninha – prima de José Fernandes, camponesa de Portugal.

 Enredo

Dom Galião, grande proprietário português, escorrega e é socorrido pelo infante Dom Miguel. Em 1831, Dom Pedro retorna do Brasil para assumir o trono português e destrona seu irmão Dom Miguel. Indignado Dom Galião muda-se para Paris com a mulher levando Grilo, futuro criado de Jacinto. Dom Galião teve um filho, Cintinho, que morreu antes do filho Jacinto nascer. Uma série de episódios ilustra a ridícula pretensão de superioridade dos parisienses. Então ocorre uma reviravolta... e Jacinto volta à terra natal de seus ancestrais.


Referência:


Guia do estudante/Literatura vestibular( 2009)