segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Oscar Wilde

Oscar  Wilde
Escritor irlandês
Dublin, 16/10/1854 – Paris, 30/11/1900).
OBRAS:        
Salomé (1893)
 Produziu, entre outros escritos, De Profundis, o clássico anarquista, a alma do homem sob o socialismo e a célebre Balada do Cárcere de Reading.
Em seu único romance, O Retrato de Dorian Gray  considerado por críticos como obra-prima da literatura inglesa, Oscar Wilde trata da arte, da vaidade e das manipulações humanas.
Já em várias de suas novelas como, por exemplo, O Fantasma de Canterville  Wilde critica o patriotismo da sociedade.
Em seus contos infantis preocupou-se em deixar lições de moral através do uso de linguagem simples como  “O Filho da Estrela” . No teatro, escreveu nove dramas, muitos ainda encenados até hoje.
Wilde destacou-se como poeta, principalmente na juventude.
Rosa Mystica, Flores de Ouro são alguns trabalhos conhecidos nesse campo.
Wilde foi um mestre em criar frases, marcadas por ironia, sarcasmo e cinismo.

Oscar Wilde morreu de um violento ataque às 9h50min do dia  30 de novembro de 1900

 http://www.paralerepensar.com.br/o_wilde.htm

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

LITERATURA CONTEMPORÂNEA

Temas a partir da década de 1970

Solidão dos indivíduos nas grandes metrópoles
Automatização da vida
Tensão entre individual e coletivo
Massificação da cultura
Crises existenciais
Desigualdades sociais
Preconceitos e as lutas contra eles
Violência
Acontecimentos no campo da politica

Um passeio pelo século XX
Primeira e Segunda Guerra
Movimentos políticos contra a exploração e desigualdade
expansão dos meios de comunicação, rádio e tv
internet
circulação de informação
era da imagem - parecer ser do que ser
fim da guerra fria com a queda do muro de Berlim (1989)
globalização
Associações econômicas
Consumo
Concentração de riqueza
literatura de resistência (mercado supervaloriza os bestsellers)
Literatura que se volta para o ser, reflexões existencialistas
Busca da identidade de grupos que estão à margem das políticas hegemônicas (mulheres, classses trabalhadoras, negros e grupos LGBT)
Discussões políticas, ambientes  ecológicos

Final da década de 1970
Jovem guarda
Tropicália
Música ufanista (exalta o nacionalismo alinhado as ideias da  Ditadura)

Black music (precursor dos bailes funk do final da década de 90) - com Tim Maia e Toni Tornado
O DJ Fernando Luís da Mata (Malboro) criou um novo gênero da música brasileira dando destaque jovens da periferia que com a expansão da internet, passaram a divulgar suas músicas ganhando independência dos meios tradicionais e ganhando espaço no início do ano 2000.

Final Anos 70 a 1998
Discotecas - valoriza a batida eletrônica

Anos 80
Inflação descontrolada
Retração industrial
Estagnação econômica
Desemprego
Aumento da dívida externa
Partido dos trabalhadores
Rock brasileiro - ¨Você não soube me amar¨ (Banda Blitz)
Surge o chamado rock brasileiro. Oito bandas:
Barão vermelho
Paralamas do sucesso
Kid Abelha
Titâs
Ultrage a rigor
RPM
Legião Urbana
Engenheiros do Havaí

Ecoam protestos de MPB
Falta de ética
Influência da tv
Consumismo
Alienação da Classe Média
Violência da  Política

Rock
Pop sertanejo
Pagode
Afro pop baiano (axé-music)
Musica de vanguarda (mistura de música popular e música erudita lançada por Arrigo Barnabé) que
refletiu o experimentalismo radical dos tropicalistas e dos concretistas e ficou conhecida por Vanguarda Paulista.

Décadas seguintes
Economia - Construção dos Shopping Centers criando novos hábitos de consumo e comportamento

1985
Eleição indireta de Tancredo Neves finaliza o regime militar

1988
5/10/1988 - foi promulgada a CF (7ª) elaborada por 558 constituintes durante 20 meses e garante os direitos sociais, econômicos, políticos

1990
Sarney foi sucedido pelo 1º presidente eleito pelo voto direto após a ditadura

2001
Color foi afastado do governo pelo Congresso após um processo de Impeachment assumindo o poder o vice Itamar Franco
Tema de Haiti - Caetano Veloso e Gilberto Gil

1984
Fernando Henrique (1988) - primeiro presidente reeleito

2002
Luiz Inácio Lula da Silva (1º presidente não originário das elites brasileiras)

2006
Reeleito

2010
Elege Dilma Roussef

Ficção Contemporânea
Temática urbana
Violência
Exclusão Social
Desequilíbrios psicológicos
Caos urbano

Gênero: conto, crônica e romance

Autores
Dalton Trevisan (paranaense) - Novelas nada exemplares; O Vampiro de Curitiba expõe as taras e idiossincrasias da vida doméstica
Fernando Sabino
João Ubaldo Ribeiro
João Antônio - Malagueta, Perus e Bacanaço e Leão de Chácara (personagens mendigos, jogadores, traficantes, biscateiros, prostitutas e crianças de rua.
Osman Lins
Chico Buarque
FernandoMoraes
Ana Miranda
Marina Colassanti
Luís Fernando Veríssimo
Rubem Fonseca - O homem de fevereiro ou março; Feliz Ano Novo - retrata um RJ violento e com uma classe média isolada em seus apartamentos
Antonio Callado
Moacyr Scliar
Ignácio de Loyola Brandão
Afonso Romano de Sant'Anna
Marcos Rey (paulista) - O Enterro da cafetina e O pêndulo da noite (acompanha a vida de desempregados e marginalizados em São Paulo.

Destoa dessa visão não realista
Nélida Piñon (Carioca) - obra introspectiva e simbólica -Guia mapa de Gabriel Arcanjo e
Tempo das frutas

Osman Lins (pernambucano) - O visitante (1955)
                                                   Avalovara (1973)
                                                   Nove, Novena (1966) técnica Palíndromo
Literatura marcada pela exploração interior dos personagens

Técnica polifônica* evidenciada por sinais gráficos e outros procedimentos visuais, à maneira dos experimentalismos concretistas.
Popularizada pelo livro O jogo da Amarelinha do escritor Júlio Cortázar

Técnica Palíndromo - narrativa remete a outra permitindo ao leitor fazer diferentes caminhos na leitura, criando diferentes sentidos.
Autran Dourado
Ariano Suassuna
Darcy Ribeiro (antropólogo mineiro)

Década de 70 (2ª metade)
Roberto Drummond
Ignácio de Loyola Brandão
Ivan Ângelo
João Ubaldo Ribeiro

Reflexão política com caminho experimentalista


Realismo Fantástico
Tensão dos limites entre o possível e o impossível, entre o natural e o sobrenatural
adotando a narrativa do insólito
Representantes: Moacyr Scliar com o conto ¨História da Terra Trêmula¨ (1976)

Literatura Marginal (Fora dos padrões vigentes)
Por seu caráter de resistência, o termo passa a ser usado a partir da década de 70, para designar a poesia que surgida no contexto da ditadura militar denuncia a situação social, política, econômica e cultural.
Características
Influência do Modernismo
Tom irônico ou sarcástico
Linguagem coloquial
Abordagem de temas urbanos (drogas, sexo)
Poema piada, experiências linguísticas, colagens, sonetos e Haicais
Escrevem sobre o cotidiano, sobre seu tempo e sua realidade

Poetas que à margem do mercado editorial e fora do Cânone literário compunham seus poemas sobre a vida cotidiana ora expressando seus sentimentos, ora discutindo a vida e a influência da política ou criticando a sociedade, expressando sobre seu tempo e sua realidade.

Wally Salomão, Cacaso, Alice Ruiz, Chacal, Torquato Neto, Ana Cristina César e  Paulo Leminski

Divulgação: muros, jornais e revistas de pequenas tiragens e folhetos mimeografados

Década de 90
O termo marginal passa a designar os moradores de periferias urbanas
Moradores da Periferia defendem a voz da periferia
literatura como ferramenta de libertação

Revista  ¨Caros Amigos¨ publica a série ¨Literatura Marginal em Três Atos¨ (2001-2004)
trouxe a cena escritores selecionados por Ferrez (Reginaldo Ferreira de Sá)
Sergio Vaz

Ferrez - Capão Redondo

Hoje a Literatura Marginal é reconhecida no exterior

Carolina Maria de Jesus  é considerada por alguns críticos como a primeira escritora marginal





*Polifonia na literatura - o autor intertextualiza outras obras dentro de uma, para dar sentido a mesma.
Palíndromo - Palavra que pode ser lida da esquerda para a direita e de trás para a frente continuando a mesma palavra


Mundo dos Gregos


O MUNDO GREGO

GRÉCIA ANTIGA
País europeu na península balcânica. Constituía-se de pequenas cidades (pólis), independentes com língua e religião semelhante. Havia então unidade cultural, não unidade política.

Lá estão as orígens do nosso pensamento filosófico (amplia a compreensão da realidade) e político.

Atena - deusa grega da sabedoria, da razão e da guerra.

2000 a. C até 200 a. C.
O poder estava nas mãos dos reis e sacerdotes

Reconheciam e valorizavam a capacidade de realização do homem e não responsabilizavam as divindades por seus destinos.

Atenas era uma das cidades mais importantes. Ela que lançou as bases culturaisda nossa civilização.
Criou a democracia - sistema de governo como modelo de organização social e política
Vigorou no século V e VI a. C

O conjunto de cidadão de uma pólis excluía as mulheres, estrangeiros e escravos.


PERÍODO AQUEU ou  Pré-Homérico
Povos indueuropeus
2100 a. C Aqueus subjugam os nativos (pelasgos)
1800 a. C. eólios e jônios instalam-se e integram-se
1500 a. C Aqueus subjugam a civilização creto-micênica e invadem a ásia menor

Inicia-se a Guerra de Tróia (1270 a. C)

PERÍODO HOMÉRICO
Invasão dos Dórios
sec. XII a. C ao VIII a. C

Esparta - militarista
invade cidades para resolver o problema da agricultura
declina no século IV a. C com a guerra do Peloponeso

Atenas séc. X a. C
Tribos jônicas na península da Ática.
Séc. VIII a.C - núcleo rural
Eupátridas - propriedades rurais (dominante)
Trabalhadores: rendeiros, assalariados e escravos.
pequenos proprietários tinham existencia difícil e pegavam empréstimo tornando-se rendeiros ou escravos dos eupátridas

Sistema do governo
Monarquia hereditária
o poder do rei (basileu) era limitado por um conselho aristocrático (areópago) e depois oligárquico

Movimento colonial estimulou o artesanato e transformou Atenas em importante entreposto comercial do Mar Egeu


Fonte O Mundo grego (vitor Biasoli)

sábado, 22 de julho de 2017

GUILHERME DE ALMEIDA


GUILHERME DE ALMEIDA
(24/07/1890 [Campinas] – 11/07/1969 [São Paulo])

Príncipe dos poetas brasileiros.

Foi advogado, jornalista, crítico de cinema, poeta, ensaísta e tradutor.

Divulgou o poema Haikai no Brasil.

Primeiro modernista a entrar na Academia Brasileira de Letras em 1930.

Combateu na Revolução Constitucionalista de 1932.

Foi sepultado no Mausoléu do soldado constitucionalista no Parque Ibirapuera.

Obras
Nós
A dança das horas
Messidor


 Casa de Guilherme de Almeida



sexta-feira, 21 de julho de 2017

sábado, 1 de abril de 2017

CORA CORALINA

CORA CORALINA
(20/08/1889 [Goiás] - 1/04/1985)
Pseudônimo de  Ana Lins dos Guimarães Peixoto Bretas

Considerada uma das mais importantes da poesia brasileira, seu primeiro livro foi publicado aos 76 anos: Poema dos becos de Goiás e estórias mais

Seus primeiros escritos são de sua adolescência ( Aos 16 anos uma crônica foi publicada pelo Jornal Tribuna Espírita no Rio de Janeiro)

Cora Coralina tornou-se conhecida do grande público quando Carlos Drummond de Andrade publicou em 1980 uma crônica dizendo que sua poesia era importante. "Os versos de Cora Coralina nos remetem a um Brasil vário"

A casa onde Cora Coralina viveu seus últimos anos foi transformada em 1985 no Museu Cora Coralina, reconhecido em 2001 Patrimônio Histórico da Humanidade pela UNESCO
                                                 Fonte: Roteiros Literários

                                                                               

                                                            Fonte: wikipédia


Museu Cora Coralina

Cartas de Drummond para Cora Coralina

 Entre os itens expostos estão as cartas trocadas com Carlos Drummond de Andrade

Eca de Queiroz e João Guimarães Rosa foram influenciadores de sua obra  poética

Gostava de ler dicionários e organizava lista de palavras ( apelidos, nomes de lugares, palavras e significados)

"O grande livro que sempre me valeu e que aconselho aos jovens, um dicionário. Ele é pai, é tio, é avô, é amigo e é um mestre. Ensina, ajuda, corrige, melhora, protege." (Vintém de Cobre)


Se dizia mais doceira que autora.

Saudada por grandes nomes da literatura e ganhadora de prêmios e medalhas sua poesia questiona paradigmas socioculturais nas relações hierárquicas

presença da memória  como instrumento que reflete a experiência de indivíduos colocando em circulação  memórias coletivas no leitor

Modo de vida  solidário  do interior contrastando com a sociedade capitalista em que o individualismo é o que se  prepondera

questionamento das reclusões e submissão das mulheres

Em Vintém de Cobre denuncia a tirania vivida pela crianças do passado.


Eu sou aquela mulher
a quem o tempo
(...)
Ensinou a amar a vida.
Não desistir da luta. 
Recomeçar na derrota
Renunciar a palavras e pensamentos negativos.
Acreditar nos valores humanos.
Ser otimista.
(Vintém de Cobre)


Sozinha...
Na estrada deserta,
sempre a procurar
o perdido tempo
que ficou pra trás.

Esse trecho me fez lembrar o início de O Caminho de Swann de Proust  " ao voltar para casa, vendo minha mãe que eu tinha frio, ofereceu-me chá, (...) Ela mandou buscar um desses bolinhos pequenos e cheios chamados madalenas e que parecem moldados(...) levei aos lábios uma colherada de chá onde deixara amolecer um pedaço de madalena.Mas no mesmo instante em que aquele gole, de envolta com as migalhas do bolo, tocou o meu paladar, estremeci, (...) Invadira-me um prazer delicioso."


Desde então quando comemos alguma coisa e pensamos nas refeições de nossa infância diz-se que aquela coisa degustada é uma madeleine de Proust.
                                         

Rachel de Queiroz que certa vez foi a Goiás só conhecer Cora Tinha também esse  memorialismo dos saberes e sabores da infância :
 Era um fogão enorme, bem no centro da cozinha com uma chaminé no meio. Tinha então início o dia na cozinha de minha avó, que iria funcionar, sem pausas, até a hora do jantar. (O Nao me deixes)


Cora Coralina,  doceira de profissão, misturou poesia e doce. Sua poesia tem traços da simplicidade do interior  e as práticas cotidianas das mulheres nos seus afazeres domésticos.

  "Sou mais doceira e cozinheira do que escritora, sendo a culinária a mais nobre de todas as artes: (..) está ligada à vida e à saude humana."



Obras
"O canto da Inhuma"um dos seus primeiros poemas escrito em 1900 quando tinha 11 anos


Poesia
1965-Poemas dos becos de Goiás e estórias mais
1976 - Meu livro de cordel
1983 - Vintém de cobre - Meias confissões de Aninha
1986 - Tesouro da casa velha
2001 - Villa Boa de Goiás

Conto
Estórias da casa velha (1985)

Infantil
Meninos verdes (1986)
A moeda de ouro que o pato engoliu (1999)
O prato azul-pombinho (2002


Seus restos mortais repousam no cemitério São Miguel (Goiás) ao lado do pai. Quis ver ainda em vida sua pedra tumular inscrita com os versos que ela compôs:

"(...) Deixo o que quero para marcar minha passagem por essa vida" (Cora Coralina)


Fonte: Roteiros Literários


Que sabe você da fala das sementes? Cora Coralina

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

MACUNAÍMA

MACUNAIMA


Um dos romances mais importantes
da primeira fase do modernismo brasileiro
Foi lançado em 1928

RESUMO DO  LIVRO

Macunaíma nasce e já manifesta sua principal característica: a preguiça. O herói vive às margens do mítico rio Uraricoera com sua mãe e seus irmãos, Maanape e Jiguê, numa tribo amazônica. Após a morte da mãe, os três irmãos partem em busca de aventuras. Macunaíma encontra Ci, Mãe do Mato, rainha das Icamiabas. Depois de dominá-la, com a ajuda dos irmãos, faz dela sua mulher, tonando-se assim imperador do Mato Virgem.  
O herói tem um filho com Ci e esse morre, ela morre também e é transformada em estrela. Antes de morrer dá a Macunaíma um amuleto, a muiraquitã (pedra verde em forma de sáurio), que ele perde e que vai parar nas mãos do mascate peruano Venceslau Pietro Pietra, o gigante Piaimã, comedor de gente. Como o gigante mora em São Paulo, Macunaíma e seus irmãos vão para lá, na tentativa de recuperar a muiraquitã. 
Após falhar com o plano de se vestir de francesa para seduzir o gigante e recuperar a pedra, Macunaíma foge para o Rio de janeiro. Lá encontra Vei, a deusa sol, e promete casamento a uma de suas filhas, mas namora uma portuguesa e enfurece a deusa. Depois de muitas aventuras por todo o Brasil na tentativa de reaver a sua pedra, o herói a resgata e regressa para a sua tribo. 
Ao fim da narrativa, vem a vingança de Vei: ela manda um forte calor, que estimula a sensualidade do herói e o lança nos braços de uma uiara traiçoeira, que o mutila e faz com que ele perca de novo – dessa vez irremediavelmente – a muiraquitã. Cansado de tudo, Macunaíma vai para o céu transformado na Constelação da Ursa Maior.

http://educacao.globo.com/literatura/assunto/resumos-de-livros/macunaima.html
.
AUTOR

Mário de Andrade foi a figura central do movimento modernista que culminou na Semana de Arte Moderna de 1922. O escritor foi um dos integrantes do “Grupo dos Cinco”, que deu início ao modernismo no Brasil, formado também por Oswald de Andrade, Anita Malfatti, Tarsila do Amaral e Menotti Del Picchia.



IMPORTÂNCIA DO LIVRO

Utiliza provérbios do povo brasileiro aproximando a língua escrita ao modo de falar.

Apresenta humor e criatividade.

Possui estrutura inovadora, não seguindo uma ordem cronológica e espacial.

Busca uma valorização da cultura nacional.

 Macunaíma é a melhor representação das propostas do Movimento da Antropofagia (1928), iniciado por Oswald de Andrade

 O Movimento Antropofágico tinha como pretensão aproveitar as qualidades de outras culturas, mas transformá-las em algo verdadeiramente nacional.

Descentralização da cultura - os motivos indígenas, folclóricos, nativos e americanos, contra a inspiração nos temas europeus.
 Macunaíma também apresenta a “descentralização da cultura” na língua, ilustrando "o vocabulário regional de todos os pontos do Brasil" com suas frases feitas e provérbios de propriedade coletiva. Um dos principais valores do livro é essa mistura linguística.
Para escrever o livro o autor pesquisou sobre as lendas e mitos indígenas, pois está presente na obra a linguagem popular e oral de várias regiões do país. Mario de Andrade o chamou de rapsódia



PERSONAGENS

Macunaíma: é o protagonista do livro, "o herói sem nenhum caráter" e preguiçoso. Vive numa tribo na Amazônia e assume diversas faces. Ao mergulhar num poço encantado se transforma em um homem branco, loiro e de olhos azuis.

Maanape: um dos irmãos de Macunaíma. Simboliza a figura do negro.  

Jiguê: um dos irmãos de Macunaíma. Simboliza a figura do índio. 

Sofará: mulher de Jiguê. Era bem moça, apanhava de Jiguê por ficar “brincando” na mata com Macunaíma enquanto devia trabalhar. 

Iriqui: nova mulher de Jiguê. Era linda, mas também foi deixada por Jiguê quando este descobriu que ela também “brincava” com Macunaíma.  

Ci: é a responsável pela peregrinação de Macunaíma, já que foi ela quem lhe deu a pedra Muiraquitã. Ela foi o verdadeiro amor de Macunaíma. 

Capei: uma grande cobra que Macuína teve que enfrentar. 

 Piaimã: é o gigante que roubou a muiraquitã de Macunaíma. Torna-se a principal oposição do herói e motivo pelo qual ele parte em sua jornada para São Paulo. No final, o herói mata Piaimã e toma de volta a pedra

Vei: é a representação do sol, apesar de ser mulher. Tem duas filhas e quer que Macunaíma se case com uma delas. Porém Macunaíma não fica com nenhuma de suas filhas.

Ceiuci: mulher do gigante. Era gulosa e já tentou devorar Macunaíma.



RAPSÓDIA
 Nome que na música significa composição que envolve uma variedade de motivos populares.





CARACTERÍSTICAS DA OBRA MACUNAÍMA

Vocábulos indígenas e africanos
Gírias
Provérbios
Ditados populares
Modismos
Anedotas da história brasileira
Erotismo
O fantástico se confunde com o real
Superstições
Aspectos da vida urbana e rural do Brasil
Surrealismo  (expressão artística acessível)



Frases de Macunaima

“O sol esfiapando por entre a folhagem”

“ No pino do dia”

“Quem quer cavalo sem tacha anda de a-pé...”

“E o silêncio alargando tudo...”

“Pouca saúde e muita saúva, os males do Brasil são!”

“É São Paulo construída sobre sete colinas (,,,) e beija-lhe os pés a grácil (...) linfa do Tietê”
                             
“No céu escampado da noite não tive uma núvem “
“Gato miador pouco caçador”

“Canudo que teve pimenta guarda o ardume”

A casa de Mário de Andrade
https://vimeo.com/73811716