domingo, 20 de maio de 2018

Escritores Negros


ESCRITORES NEGROS

Escritores negros
Considera-se literatura negra aquela feita por negros ou por descendentes negros assumidos com visões de mundo, ideologias, condições sociais e históricas com posição de resistência e luta pela afirmação e pelo reconhecimento social do negro. 


SÉCULO XVII
Luta pelo respeito a intelectualidade negra brasileira nos versos satíricos de Gregório de Matos.

SÉCULO XIX
presença significativa a partir desse século

Abdias Nascimento  - defensor dos direitos civis e humanos da população negra.

José do Patrocínio

Trajano Galvão de Carvalho

Joel Rufino dos Santos 

 Milton Santos 

 Hélio Santos


SÉCULO XX
Lima Barreto

Paula Brito  - poeta e editor. Primeiro a publicar Machado de Assis.

Cruz e Sousa

Aluisio Azevedo (O Mulato, O Cortiço) 

Cuti (SP)

Lino Guedes  (1897-1951)
O Canto do cisne preto (1926)
Urucungo(1936)
Negro preto cor da noite (1936)

Outros escritores

Abelardo Rodrigues 
 Adão Ventura
Arnaldo Xavier
Éle Semog
Paulo Colina
W. J. de Paula
José Alberto de Oliveira de Souza
Eduardo de Oliveira
Oswaldo de Camargo
Antônio Vieira
Antônio Vieira
Ronald Tutuca
Carlos Assumpção 




LITERATURA FEMININA AFRODESCENDENTE

Maria Firmina dos Reis
Primeira  romancista brasileira. Nasceu no Maranhão  em 1825. Viveu 92 anos, teve diversas publicações. Úrsula, considerado um dos primeiros escritos produzidos por uma mulher no Brasil. Durante a campanha abolicionista, o livro A Escrava reforçou a postura antiescravista de Maria  Firmina, que é compositora do hino da Abolição da Escravatura. Fundadora da primeira escola mista e gratuita do Estado, lutou pela educação, igualdade racial e de gênero.

Carolina Maria de Jesus
Trabalhava como catadora e registrava seu cotidiano em páginas amareladas  encontradas no lixo. Quarto de despejo: diário de uma favelada trata do dia a dia  de uma mulher negra, mãe, pobre e favelada.  O livro foi publicado em 1960 . Publicou ainda Casa de AlvenariaPedaços da fomeProvérbiosOnde estais felicidade.


Jeniffer Nascimento
Escreve temas de amor, identidade, machismo, racismo. Voz feminista negra que grita na periferia por poesia. Tem poemas publicados no antologia  Pretextos de Mulheres Negras (Obra de  poemas que conta com a participação de 22 mulheres negras. Primeiro livro de sua autoria: Terra Fértil pelo coletivo Mjiba.

Jarid Arraes
Mostra sua indignação com versos fortes por meio de cordéis, 40 títulos publicados, o mais popular Não me chame de Mulata rendeu discussões nas redes sociais. Em As Lendas de Dandara aborda o tráfico humano e a escravidão contando a história da guerrilheira quilombola Dandara dos Palmares. É comprometida com projetos de direitos humanos e tem uma coluna semanal na revista fórum chamada “Questão de Gênero”

Ana Maria Gonçalves
Obras:
Ao lado e à margem do que  sentes por mimUm defeito de cor (2006), ganhou o Prêmio Casa de Las Américas. A obra é inspirada na história de Luisa Mahin (ex-escrava de revoltas e levantes dos escravos que sacudiram a Província da Bahia, o poeta e abolicionista Luís Gama,   filho de Luisa Mahin, , a descreveu como uma mulher baixa, magra, bonita, de dentes alvíssimos como a neve. Esteve envolvida na Revolta dos Malês (1835) e na Sabinada (1837-1838).

Conceição Evaristo 
Doutora em literatura publicou seu primeiro poema em 1990 no 13º volume dos Cadernos Negros. Desde então publicou poemas e contos em diversas antologias.  Escreveu Olhos d´Água (contos e Prêmio Jabuti de 2015), Ponciá Vicêncio (romance), Becos da Memória (2006), Poemas da Recordação e outros movimentos, Insubmissas lágrimas de mulheresHistórias de leves enganos e parecenças, participou das antologias Cadernos NegrosContos Afros, Contos do Mar sem fim, Questão de pele. Publicações no exterior:  L'histoirele Ponciá e Banzo, memoires de la favela.

Alzira Rufino
Enfermeira engajada no apoio as vitimas de violência racial, doméstica e sexual. Foi a primeira escritora negra a ter seu depoimento gravado no Museu de Literatura Mario de Andrade.

Geni Guimarães
Em 1979 lançou seu primeiro Livro de Poemas Terceiro Filho, Leite do Peito (Fundação Nestlé), A cor da Ternura (Prêmio Jabuti e Adolfo Aisen).

Miriam Alves
Ministrou os cursos de “ Literatura e Cultura Afro-brasileira” na Escola de Português de MiddLeburx College em 2010  nos Estados Unidos. Fez parte do Quilombohoje (grupo paulistano de escritores).
Livros publicados:
Momentos de busca; Estrelas nos dedos; Terramara (peça teatral);
Brasilafro Auto rrevelado, Bará – na trilha do vento (ensaio)
Mulher Mat(r)iz – contos
Textos nos Cadernos Negros em antologias.

Lia Vieira
Autora de Só as mulheres Sangram (Record). Formada em Economia, Turismo, Letras, Doutora em Educação, Artista Plástica, dirigente da Associação de Pesquisa da Cultura Afro-brasileira,

Cristiane Sobral
Tem três obras – Não vou mais lavar pratos(poesias); Espelhos, Miradouros, Dialéticas da Percepção (contos);  Em só por hoje vou deixar meu cabelo em paz (poemas); Sobreviventes. Publicou artigos acadêmicos sobre relações sociais e de gênero. Seu primeiro livro foi Cada Tridente em seu Lugar (aborda o tema do acesso e permanência dos negros na universidade).

Esmeralda Ribeiro
Livro Malungos e Milongas (Contos);Temas: suspense, magiae  surrealismo policial.

Mel Duarte
Obras: Negra, nua e crua; Fragmentos dispersos.


Outras escritoras que vale a pena pesquisar 

Sueli Carneiro

Luiza Barros
Leila Gonzales
Laura Natália
Maria da Paixão

Fonte: Bianca Gonçalves – Pesquisadora da USP. Idealizadora do projeto “Leia Mulheres Negras”



quinta-feira, 1 de março de 2018

REALISMO MÁGICO


REALISMO MÁGICO

Realismo mágico. O realismo mágico é uma escola literária surgida no início do século XX.

Também é conhecida como realismo fantástico ou realismo maravilhoso, sendo este último nome utilizado principalmente em espanhol.

 É considerada a resposta latino-americana à literatura fantástica européia.

O realismo mágico se desenvolveu fortemente nas décadas de 1960 e 1970, como produto de duas visões que conviviam na América hispânica e também no Brasil: a cultura da tecnologia e a cultura da superstição.

Surgiu como forma de reação, contra os regimes ditatoriais deste período.

O Realismo Mágico é literatura de denúncia, satírica e irônica

O venezuelano Arturo Uslar Pietri  é considerado o pai do realismo mágico.

Alejo Carpentier ( cubano)

Isabel Allende  (Peru), ascendência chilena.


Manuel Scorza(colombiano) descreve em suas cinco novelas as lutas do campesinato dos Andes



Alejo Carpentier, no prólogo de O Reino deste Mundo, enquadra sua obra como realismo maravilhoso (realismo mágico),

Obra representativa desse estilo - Cem Anos de Solidão (Gabriel García Márquez).

 

Características do Realismo Mágico

Elementos mágicos ou fantásticos considerados normais pelos personagens;

elementos mágicos intuitivos, mas nunca explicados;

Acontecimentos fantásticos reais, improváveis de acontecer;

Percepção do tempo como cíclico ao invés de linear

Distorção do tempo (presente se repete ou se parece com o passado)

Experiências sobrenaturais ou fantásticas;

 

Real maravilhoso –      realismo mágico

                                       Realismo fantástico

O realismo mágico latino americano nasceu do quadro político, econômico e social vigente na América Latina dos anos 60 e 70: ditaduras e revolução cubana

Obras

O Reino deste mundo (1949) do cubano Alejo Carpentier

Pedro Páramo (1953) do mexicano Juan Rulfo

Paraíso(1960) do cubano José Lezama Lima

O Jogo da amarelinha (1963) do argentino Júlio Cortázar

Gabriel Garcia Marques -  Cem Anos de solidão (1967); O Outono do patriarca

Representado também por autores europeus

Ítalo Calvino – O Visconde partido ao meio (1952);   Cidades Invisíveis

terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

CARNAVAL


CARNAVAL

 O Carnaval é uma das maiores e mais  democráticas festas populares  do Brasil.

É comemorado em desfiles de escolas de samba, trios elétricos, bailes e blocos de ruas.

Como parte viva da cultura é formado por diferentes influências, povos e vozes que remontam a construção da nação brasileira de sua identidade e iconografia.

ORIGENS

Rituais agrários dos povos  primitivos que festejavam e agradeciam a chegada da primavera e das colheitas.

IDADE ANTIGA

Grecia Antiga  - evento ligado a Dionísio, culto ao deus do entusiasmo e do vinho.

Por meio de animadas procissões em que grupos de mascarados dançavam, cantavam e bebiam.

Promoviam-se também concursos de tragédias e  comédias.

Na  Roma Antiga – culto ao Baco (deus do vinho) -  mulheres corriam seminuas pelas ruas cobertas com peles de animais.

Nessas festas pagãs invertiam-se os papéis sociais .

ERA CRISTÃ

A Igreja incorporou o festejo ao seu calendário sendo o período que antecede a Quaresma e Terça-Feira Gorda, último dia em que era permitido comer carne antes do jejum.

FANTASIAS

Sempre marcaram presença nessa forma de festejar. Varias fantasias tradicionais do carnaval provém de histórias míticas ou personagens da cultura, além das que representa profiss~oes, tipos sociais e nacionalidades.

As fantasias fizeram parte do festejo desde a origem. Mas foi o papa Paulo II,  no séc. XV que introduziu o Baile de Máscaras.

Era comum na nobreza européia, como símbolos de sedução e riqueza.

SÉCULO XI

Festejos realizados três dias antes da Quarta- Feira de Cinzas, primeiro dia da quaresma (quarenta dias de jejum)

IDADE MÉDIA

Oposição

Ritos e cultos cômicos – bufões, anões, gigantes, tolos e palhaços.

Tom sério e religioso

A junção dessas manifestações contribuiu como sendo parte da cultura cômica popular e elemento da cultura carnavalesca.

As manifestações dessa  cultura divide-se em três categorias:

1)      Formas dos ritos e espetáculos (festejos carnavalescos)- obras cômicas para ser representadas em praças públicas. Esses ritos levavam multidões para as praças nas quais eram celebradas as festas dos tolos.

2)      Obras cômicas verbais – orais ou escritas em latim vulgar.

3)      Formas e gêneros do vocabulário familiar e grosseiro (insultos, juramentos)

 

No Carnaval atores e espectadores se misturavam de modo que os espectadores não só assistiam o Carnaval, mas o viviam.

 

RENASCIMENTO

Apogeu da vida carnavalesca

 

LITERATURA

Fim da Antiguidade Clássica – várias se desenvolveram. Mimos de Sófro (https://es.wikipedia.org/wiki/Sofr%C3%B3n)


 

Primeira memorialística




 

Poesia bucólica, panfletos, sátira  e Meniféia

 

Literatura Carnavalizada

Influência das diferentes modalidades do folclore carnavalesco


 

Peculiaridades

1)      Tratamento dado à realidade

2)      Experiência, fantasia livre (vida de lendas)

3)      Pluralidade de estilos e variedade de todos os gêneros

 

Renúncia à unidade estilística da epopéia, da tragédia, da retórica elevada e da lírica.

Fusão do sublime e do vulgar, do sério e do cômico (gênero intercalado)

Fusão da prosa e do verso

Dialetos e jargões

 

O carnaval é uma forma sincrética de espetáculo, falta de hierarquia, excentricidade, sagrado e profano.

Profanação – sacrilégios, indecências, paródias de textos  sagrados

 

Com o passar do tempo essas categorias foram transpostas para a literatura.

Caráter livre, liberto de memorialismos, método de revelação da verdade.

Diálogo socrático difundido por Platão, Xenofonte -Recordações de palestras. (https://pt.wikipedia.org/wiki/Xenofonte). 

CARNAVAL NO BRASIL

Foi trazido pelos portugueses na forma de entrudo (o contrário dos bailes mascarados chiques)

Participavam escravos e brancos. As pessoas jogavam água suja umas nas outras .

Por pressão da Igreja Católica, a água suja foi substituída pelo limão de cheiro (esfera de cera com água perfumada, pétalas de flores e farinha).

Bailes de Máscaras foram introduzidos por influência européia no século XIX.

A elite encontrava no conforto dos salões a beleza e a sedução da festa de carnaval.

Outras Manifestações

Cordões e Ranchos – de caráter mais popular, deram origem aos blocos de rua e escolas de samba.

Fantasias

Máscara sempre esteve presente nos bailes, desfiles e blocos de rua. Além de ocultar a identidade do folião permitia adotar um personagem. Pode dar medo ou fazer sorrir, triste ou feliz, novo ou velha. Personagem da história, animal, super-herói, outro sexo.

O Rei Momo

Inspirado em um deus da Antiguidade Clássica expulso do Olimpo por debochar de outros deuses.

É representado pelo uso da coroa e pela presença da chave da cidade. Ele é o rei nesse tempo de liberdade e diversão.

Arlequim Colombina e Pierrô

Vindos da Comédia Dell’Arte (estilo popular da Itália no século XV)

Inspirado nas brincadeiras de carnaval, que satiriza a ordem estabelecida por meio de um enredo predefinido sempre com os mesmos personagens que improvisam a partir das situações.

Pierrô – não usa máscara. Tem a cara pintada de branco e uma lágrima desenhada em sua face, usa trajes brancos e largos.

É tido como palhaço ingênuo e triste, alvo de piadas, apaixonado pela Colombina.

Arlequim – é malandro, sedutor, brincalhão, amoral, o tipo bobo da corte. Seu traje tem losangos coloridos, disfarça entre a multidão a procura de sua colombina. Usa uma máscara curta (ou meia máscara) com uma verruga na testa.

Colombina – é uma cerviçal, veste uma roupa que pode se assemelhar à do Arlequim, com losangos, canta e dança para atrair a atenção dos enamorados.

Ala das Baianas das escolas de samba faz menção as tias baianas que recebiam os grupos de samba em suas casas quando estes eram marginalizados.

Pertencentes ao Candomblé essas senhoras eram mãe de santo, por vezes quituteiras, hoje representadas pelas saias brancas rodadas com panos da costa, representa a africana.

Mestre Sala e Porta Bandeira

Suas fantasias são inspiradas nos trajes da nobreza do século XVII

Eram figuras dos ranchos – agremiações que desfilavam nas ruas durante o carnaval e eram encarregadas de proteger as bandeiras que eram roubadas e exibir o estandarte do grupo.

 

FREVO

Da corruptela do verbo ferver. Frevo designava a multidão “frevendo.” Dizia-se Oia o frevo quando se avistava algum bloco conduzindo foliões.

A palavra foi encontrada pela primeira vez na imprensa pernambucana em 9/02/1907.

Gênero Musical Brasileiro. Amusica passou a ser chamada de frevo em fins dos anos 20.

É reconhecido como patrimônio imaterial da humanidade pela UNESCO (Organização das Nações Unidas para a educação, a ciência e a cultura)

Nasceu no Recife, no fim do século XIX (mistura de dobrados, maxixe e polca)

É a única música popular urbana do Brasil que não surgiu de manifestações folclóricas ou é derivação de algum ritmo africano.

Não há frevos de domínio público.

Saiu das camadas humildes da população recifense, mas mesmo no início  o compositor de frevo tinha de saber ler música.

O frevo de rua (versão instrumental) tem de entender de rudimentos de composição, arranjo, orquestração.

Exceção

O olindense Lídio Francisco da Silva (1892-1961) foi um dos grandes autores de frevo mesmo sem saber ler. Três da tarde – clássico do  Diário de Pernambuco. Inspirado no carrilhão do prédio em que funcionava o Diário de Pernambuco no centro do Recife.

O maestro Lafayette Lopes passou a obra para a partitura. O arranjo foi feito pelo maestro da banda do 14º Regimento da Infantaria do Exército.

Primeira gravação da orquestra Tabajara do maestro Severino Araújo (pernambucano de Limoeiro do Norte). Ele comparava sua música a uma carta. A carta foi escrita por outro, mas o conteúdo é de quem mandou escrever.

Nas últimas décadas do século XIX era comum o desfile de bandas marciais pelas ruas do Recife tanto à frente grupos de capoeiras que exercitava suas coreografias adaptando-se à música.

Principais bandas nas últimas décadas do século XIX eram chamadas de O Quarto (4º batalhão de Artilharia)

Banda do Corpo da Guarda Nacional

Espanha – Maestro Pedro Francisco Garrido

Capoeiras – seguiam a banda predileta.

Os músicos marciais animavam o carnaval e os capoeiras aprontavam diante das orquestras durante as animadas folias nas ruas.

Teorias sustentam que os capoeiras influenciaram os dobrados, as polcas e o maxixe para que fossem mudando de andamento, misturando-se e formando um novo gênero – o frevo.

As manobras realizadas por eles deram origem aos passos com que se dança o frevo.

Passista com sombrinha colorida é o símbolo que identifica o frevo. Antes era o Guarda-Sol usado pelos passistas para se proteger de confusões.

Primeiro frevo gravado:  Borboleta não é ave (1922) de Nelson Ferrreira e J. Diniz

Fim dos anos 70

Rio de Janeiro e Recife eram as únicas cidades do Brasil a possuir uma música exclusiva para o carnaval.

Rio de Janeiro – Samba e marchinhas

Recife – frevo, maracatu, caboclinho, Bumba meu Boi.

O frevo predominou entre as demais, embora o maracatu ainda seja forte.

Frevo de rua – (Instrumental)

Frevo Canção – Cantado com letra

Frevo de bloco – também com letra, porém com andamento mais cadenciado, lembrando a marcha-rancho carioca.

Gravaram sucessos do carnaval pernambucano

Francisco Alves, Carlos Galhardo, Orlando Silva, Mário Reis, Linda Batista.

1957 – a música mais tocada no carnaval foi Evocação frevo de bloco de Nelson Ferreira.

Bahia – surgiu versão eletrificada até surgir o axé-music.

O ritmo já foi levado à China.