terça-feira, 13 de agosto de 2013

MIA COUTO

Considerado um dos escritores mais importantes de Moçambique e também o mais traduzido.
Utilizando o léxico de várias regiões de seu país produz um novo modelo de narrativa africana.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Mia_Couto

Algumas obras
1983 - Luz de orvalho (Poesia);
1990  - Vozes anoitecidas;
1992 - Terra sonâmbula;
2005 - Cada homem é uma raça;
2011- O Tradutor de chuvas (poesia);

 Prêmio Camões de 2013

Literatura por Mia Couto
http://www.youtube.com/watch?v=SzNedHwwPmI
Entrevista com o escritor Mia Couto
http://www.youtube.com/watch?v=D-xIP20hhwM
Vida e obra
http://www.youtube.com/watch?v=J59rv4qTRbs
Mia Couto no Roda Viva
http://www.youtube.com/watch?v=6p5b3-SV6JI
Moçambique (cultura rica e vida sofrida)
http://www.youtube.com/watch?v=c3S_lzeRmWI
Literatura africana
http://cultura.culturamix.com/literatura/literatura-africana
Literatura da África
http://pt.wikipedia.org/wiki/Literatura_da_%C3%81frica
http://www.prof2000.pt/users/hjco/alternativas01/pag00008.htm

"Quem viveu pregado a um só chão não sabe sonhar com outros lugares".

"Viver é cumprir sonhos"

"São as esperas que fazem envelhecer"

"Ainda não conheci quem tivesse nascido por gosto"

                                    COUTO, Mia.  In: Antes de nascer o mundo

quinta-feira, 18 de julho de 2013

LITERATURA ARGENTINA

Segundo Daniel Reino em Literaturas Americanas (EdiPUCRS), não houve literatura anterior à colonização: ela nasceu junto com a pátria.

Antes de meados do século XIX
Esteban Echevería (1805-1891)
O Matadouro (conto) - descrição como o gado era torturado e assassinado nos matadouros de gado de Buenos Aires.
A Cativa (poema) - ambientação rural e estilo culto.

1845 - Domingo Faustino Sarmiento - Facundo (Caudilho Facundo Quiroga é pintado como símbolo da barbárie).
Considerado o inaugurador da literatura argentina.

Literatura gauchesca
Conta a maneira de viver e a linguagem do gaúcho. Começa com a publicação de Fausto de Estanislao do Campo. Sátira em versos da representação de Fausto de Charles Gounod na ópera de Buenos Aires.

1872 - José Hernandez - publica em duas partes o poema "O Gaúcho Martín Fierro", elogiado como o Dom Quixote da Argentina. Narra as desventuras de um gaúcho recrutado à força para a guerra contra o índio.

Século XX
Leopoldo Lugones - influenciado pela poesia nicaraguense de Rubem Darío. Escreveu poemas retóricos, contos e ensaios.
Obras:
Las Montañas del oro (1897);
Los crepúsculos del jardín(1905);
Lunario sentimental (1909);
Odas seculares (1910).

Baldomero Fernández Moreno ;
Evaristo Carriego;

Anos 20
Vanguarda:
Martin Fierro;
Rauz González Tuñon;
Oliverio Gerondo.

Poetas influenciados pela literatura russa:
Robert Arlt
Ricardo Giuraldes - Dom Segundo sombra (novela rural);
Juan Laurentino Ortiz - obra de intensa relação com a paisagem fluvial;

Anos 40
Jorge Luís Borges  - Ficciones(1944); El Aleph (1949); La Muerte y la brújula (1951); El informe Brodie (1970);
Vida e obra de Jorge Luis Borges http://www.youtube.com/watch?v=mQlkMSX2fII
                                                       http://www.youtube.com/watch?v=Qcqy5JnL05U

Paseos con Borges http://www.youtube.com/watch?v=yI10otkZq_E
Entrevista: http://www.youtube.com/watch?v=2gu9l_TqS8I
La Luna (poema) - http://www.youtube.com/watch?v=YZhpf5vm30I
http://www.youtube.com/watch?v=vVCAjzn4BEI
 

Influenciados pelo surrealismo europeu:
Olga Orozco
Enrique Molina
Alberto Gerri - admirador da poesia anglo saxã;
Edgar Bayley - co-fundador do concretismo;

Anos 50

Julio Cortázar (1914-1984) - edita seus primeiros contos e se autoexila em Paris.
Entrevista com o autor: http://www.youtube.com/watch?v=DmHg5BaDtGo
Biografia: http://www.youtube.com/watch?v=ca5rBK4q7Kg

1960 e 1970 (Vanguarda poética)
Revista Poesia Buenos Aires dirigida por Raúl Gustavo Aguirre.

Juan Gelman - poesia em tom coloquial politicamente comprometida.
Juana Bignozzi;
Horácio Salgas;
Joaquín Giannuzzi;
Leónidas Lomborghini;
Alejandra Pizarnik;

Prosa
Manuel Puig;
Abelardo Castillo;
Liliana Heker;
Beatriz Guido;
Bernardo Kordon;
Juan José Manauta;
Rodolfo walsh;
Leopoldo Marechal;
Adolfo Bioy Casares;
Ricardo Piglia;


Fonte: Wikipédia
             Infoescola.com/literatura











quarta-feira, 19 de junho de 2013

ANIVERSARIANTES MÊS DE JUNHO

José Lins do Rego
(3/06/1901- 12/09/1957)

Escritor brasileiro que ao lado de Graciliano Ramos, Jorge Amado, Guimarães Rosa e José Candido de Carvalho figura como romancista regionalista.

José Lins do Rego escreveu cinco livros nomeados  "Ciclo da Cana- de- Açúcar", em referência  a decadência do engenho açucareiro nordestino nas primeiras décadas do século 20:

1) Menino de engenho (1933);
2) Doidinho;
3) Banguê(1934);
4) Moleque Ricardo (1935);
5) Usina (1936).

"Cortava-me a alma a saudade do meu engenho" (Menino de Engenho).

Suas obras são um marco na história da literatura regionalista por representar o declínio do Nordeste canavieiro.

Fogo morto (1943)  é visto pelo crítico Massaud Moisés como "uma das obras mais representativas não só dos anos 30 como de todo o Modernismo".

Segundo o escritor Gonçalo Junior existe uma semelhança de temas entre a segunda parte do livro com a trama  da obra Cem Anos de Solidão do Colombiano Gabriel Garcia Marquez.

 Otto Maria Carpeaux  escreveu que todo o universo da casa-grande, da senzala dos senhores de engenho e etc. não "existirão nunca mais a não ser nos romances de José Lins do Rego".

Obras do autor:
Romances
Menino de engenho (1932)
Doidinho (1933)
Bangüê (1934)
O Moleque Ricardo (1935)
Usina (1936)
Pureza (1937)
Pedra bonita (1938)
Riacho doce (1939)
Água-mãe (1941)
Fogo morto (1943)
Eurídice (1947)
Cangaceiros (1953)
Histórias da velha Totonha (1936)
Meus Verdes Anos (memórias) (1956)
Coletânea de Crônicas
Gordos e magros (1942). Rio de Janeiro, Casa do Estudante do Brasil.
Poesia e vida (1945). Rio de Janeiro, Universal.
Homens, seres e coisas (1952). Rio de Janeiro, Serviço de documentação do Ministério da Educação e Saúde.
A casa e o homem (1954). Rio de Janeiro, Organização Simões.
Presença do Nordeste na literatura brasileira (1957). Rio de Janeiro, Serviço de Documentação do Ministério da Educação e Saúde.
O vulcão e a fonte (1958). Rio de Janeiro, O Cruzeiro.
Dias idos e vividos - antologia (1981). Seleção, organização e estudos críticos de Ivan Junqueira. Rio de Janeiro, Nova Fronteira.
Ligeiros Traços: escritos de juventude (2007). Seleção, organização e notas de César Braga-Pinto. Rio de Janeiro: Editora José Olympio.
Flamengo é puro amor: 111 crônicas escolhidas (2008). Seleção, organização e notas de Marcos de Castro. Rio de Janeiro: Editora José Olympio24 .

Prefácios
Caminhos do Pajeú, Luís Cristóvão dos Santos, 1955

Infanto-juvenil
Histórias da Velha Totônia (1936). Rio de Janeiro, José Olympio.

Filmografia
Menino de engenho (1965). Produção: Glauber Rocha e Walter Lima Júnior. Direção: Walter Lima Júnior.
José Lins do Rego (documentário). Prêmio do Instituto Nacional do Cinema como a melhor direção de curta-metragem em 1969.
José Lins do Rego (curta-metragem). Produção: José Olympio Editora. Direção: Walter Lima Júnior.
Fogo morto. Produção: Miguel Borges. Direção: Marcos Faria.
José Lins do Rego: Engenho e Arte (documentário).Produção: [[TV Escola]. Direção: Hilton Lacerda. TV Escola: José Lins do Rego.
O Engenho de Zé Lins (documentário, 2006). Produção e direção: Vladimir Carvalho. Prêmio de Melhor Montagem no Festival de Brasília de 2006.

Acessem também:

MUSEU JOSÉ LINS DO REGO
http://www.youtube.com/watch?v=tdF-vaC6QJ4

ENGENHO E ARTE
http://www.youtube.com/watch?v=tEBKBBhM81E&list=PLXfFiE2hM1UviD-bsL39ndxraUz9M6pS4

Fonte: wikipédia
            Gonçalo Júnior. Tempo de rever José Lins do Rego. Diário de
             São Paulo, 2 jun 2011, p. 22

terça-feira, 7 de maio de 2013

GÊNERO EPISTOLAR

A arte epistolar visava mostrar pelas cartas o ânimo do escritor para alguém.
Tipos
Elevadas (públicas) -Papas, Imperador; Rei.
Medianas - Sacerdotes; Burgueses; Governo.
Humildes - família; amigos; galanteios.
A epístola podia ser oficial ou familiar, porém era concebida desde o começo como arte ´para ser colecionada.
Para Cícero o gênero epistolar era um dialogo entre ausentes.
Para Poliziano Tasso,  metade de um diálogo.
Para Erasmo e Vives,  produção letrada apta para ser colecionada.
Para os cortesãos - ação praticada e esperada do homem cortês do séc. XVI e XVIII.

ANTIGUIDADE
Aristóteles 
"Se o pensamento se mantivesse por si mesmo nao haveria necessidade de discursos".
Poética - Aristóteles;
http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraForm.do?select_action=&co_obra=2235
As cartas de Cícero à Ático descobertas em 1345 por Petrarca foram modelos de epístolas familiares dos séculos seguintes.
http://pt.wikipedia.org/wiki/C%C3%ADcero
Epístolas de São Paulo (Acervo Santa Catilina);
http://pt.wikipedia.org/wiki/Ep%C3%ADstolas_paulinas
Cartas fictícias -  Platão;
http://pt.wikipedia.org/wiki/Plat%C3%A3o
Poéticas de Ovídio;
http://pt.wikipedia.org/wiki/Ov%C3%ADdio;
http://catalogo.bnportugal.pt/ipac20/ipac.jsp?profile=bn&source=~!bnp&view=subscriptionsummary&uri=full=3100024~!1258867~!2&ri=1&aspect=subtab13&menu=search&ipp=20&spp=20&staffonly=&term=lus%C3%83%C2%ADadas&index=.TW&uindex=&aspect=subtab13&menu=search&ri=1#focus;
http://exame.abril.com.br/mundo/noticias/encontradas-em-roma-obras-que-inspiraram-ovidio.
Torquato Tasso - cartas poéticas.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Torquato_Tasso

IDADE MÉDIA
Formulários medievais.
Esperanças de Portugal - Pe. Antonio Vieira (Escrita do Maranhão à rainha D. Luisa de Gusmão por meio de seu confessor Pe. José Fernandes a qual deu origem ao seu processo inquisitorial.

SÉCULO XVI e XVII
A redação de cartas era vista como uma arte, a qual eram aplicadas os preceitos da antiga oratoria.
O gênero epistolar era uma ação cortesã praticada e esperada do homem cortês.
Era escrita em primeira pessoa.
Pieere Fabri - pregador normando;
Erasmo de Roterdã (Famigerado)
Luís  Vives

Santo Agostinho - Cidade de Deus e cartas aos amigos.

Obras renascentistas
Cartas ao leitor antecedem as obras (poesia etc)
Virgílio - Eneida; Geórgicas e Bucólicas.

QUINHENTISTAS
Escritores se retiram da corte para uma quinta.
Cartas em poesia de Sá de Miranda(Cerca de 1550).

Filosofia
Sêneca
Epístolas a Lucílio
Torquato Tácito - Cartas poéticas.

Fonte
MUHANA. Adma Fadul - O Gênero epistolar: diálogo per absentiam.
Lawrance, J. N. H. Literatura en la época del Emperador. Salamanca,Universidade de Salamanca, 1988.
MELLO, F. M de. Cartas familiares.

Século XX (Apogeu década 70 e 80)
http://www5.usp.br/13135/cartas-entre-escritores-brasileiros-trazem-jogo-de-seducao-intelectual/

Correspondências do Eça de Queiroz;
Cartas (Graciliano Ramos)
Cartas a Heloisa (Graciliano Ramos)

Correspondência incompleta (Ana Cristina César)
Florbela (Correspondência)
Cartas para o coração - Fernando Sabino
Minhas queridas (cartas que Clarice lispector enviava às irmãs)
Cartas (Caio Fernando Abreu)
Cartas de Elizabeth Mitchel
Correspondência (Mário de Andrade e Manuel Bandeira)
O mundo de Sofia (correspondências que a personagem troca com o professor)
Aí vai meu coração - as cartas de Tarsila do Amaral e Ana Maria Martins Para Luís Martins.
LOBATO, Monteiro. A Barca de Gleyre e Cartas de Amor
Cartas a Nelson Algren - Um amor transatlântico (Simone de Beauvoir)
http://veja.abril.com.br/310500/p_159.html



Gabriel Garcia marquez

Gabriel Garcia marquez

Escritor, jornalista e editor colombiano.

Recebeu o Nobel de Literatura de 1982, por sua obra.

Criou o Realismo Mágico na literatura latino-americana.

Obras:
La Hojarasca( O enterro do diabo) - [1955];
Memória dos prazeres
Relato de um náufrago - conta a história verídica de um naufrágio ;
A sesta de terça feira;
Ninguém escreve ao coronel(1961);
Os funerais da mamae grande
Má hora: o veneno da madrugada
Cem anos de solidão (1967);
A última viagem do navio fantasma;
Entre amigos;
A incrível e triste historia de Cândida Eréndira e sua avó desalmada;
Um senhor muito velho com umas asas enormes;
Olhos de cão azul;
O outono do patriarca;
Como contar um conto(1947-1972);
Crônica de uma morte anunciada(1981);
Textos do Caribe;
Cheiro de goiaba;
O verão feliz da senhora Forbes;
O amor nos tempos do cólera(1985);
A aventura de Miguel Littin Clandestino no Chile;
O general em seu labirinto;
Doze contos peregrinos(1992);
Do amor e outros demônios(1994);
Notícia de um sequestro;
Obra periodística: Textos andinos;
Obra periodística 3: Da Europa e América;
Memória de minhas putas tristes;
Obra jornalistica5: crõnicas, 1961-1984;
 Ninguém escreve ao coronel(1961);
 Crônica de uma morte anunciada;
O amor nos tempos do cólera;
Cem anos de solidão(1967) - narra a história da família Buendia na cidade fictícia de Macondo desde sua fundação até a sétima geração. Exemplo´do denominado Realismo Fantástico(realidade e fantasia).

Autobiografia
Viver para contar;

Prêmios e condecorações:

Prêmio de novela ESSO por "má hora: o veneno da madrugada(1961)
Doutor Honoris causa da Universidade de Columbia Nova York (1971)
Medalha da legião francesa em paris (1981)
Condecoração Águila Azteca  no México(1982)
Nobel de literatura (1982)
Premio quarenta anos do Circulo de jornalistas de Bogotá (1985)
Membro honorário do Instituto Caro y Curvo em Bogotá (1993)
Doutor Honoris causa da Universidade de Cádiz (1994)



21 LIVROS DE FERNANDO PESSOA PARA LER OU BAIXAR

http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/ResultadoPesquisaObraForm.do?co_autor=&co_categoria=2&co_idioma=&co_midia=2&co_obra=&colunaOrdenar=DS_TITULO&ds_titulo=&first=50&no_autor=Fernando%20Pessoa&ordem=null&pagina=1&select_action=Submit&skip=0

quarta-feira, 1 de maio de 2013

ESCRITORES QUE ANIVERSARIAM NO MÊS DE MAIO

ADOLFO FERREIRA CAMINHA
(29/05/1867 [Aracati - CE] - 1/01/1897 [Rio de Janeiro])

Um dos principais autores do Naturalismo (Realismo exagerado) no Brasil.
http://www.infoescola.com/literatura/naturalismo/

Foi colaborador dos jornais Gazeta de Notícias e Jornal do Comércio. Fundou o semanário Nova Revista.

Morreu aos 29 anos.

Obras
Vôos incertos (1886) - poesia;
Judite (1887) - contos;
Lágrimas de um crente (1887) - contos
A Normalista (1893) -  romance em que traça um quadro pessimista da vida urbana;
No País dos Ianques (1894) - usa suas experiências e observações de uma viagem que havia feito aos Estados Unidos em 1886.
Bom crioulo (1895) - provoca escândalo ao abordar a questão da homosexualidade. É considerado pelos críticos o primeiro escritor brasileiro  a eleger esse assunto.
Cartas literárias (1895);  
Tentação (1896);
Ângelo  ( romance inacabado). 
O Emigrado (romance inacabado).

Artigo sobre Cartas literárias
http://www.pucsp.br/revistafronteiraz/download/pdf/Artigo20-LeonradoMendes-versaofinal.pdf

Fonte
COUTINHO, Afrânio; SOUSA, J. Galante de. Enciclopédia de literatura brasileira. São Paulo: Global.

                                ***

ALCÂNTARA MACHADO
(25/05/1901 [São Paulo - 14/04/1935[Rio de Janeiro])

Jornalista, político e escritor brasileiro.
Foi co-editor da Revista de Antropofagia fundada por Oswald de Andrade.

Obras
Pathé-Baby (1926) - romance;
Brás, Bexiga e Barra Funda (1927) - (contos);
Laranja da china (1928) - contos;
Mana Maria (inacabado) - romance;
Cavaquinho e saxofone (1940, póstumo) - crônicas e ensaios;
Contos avulsos (1961, póstumo) - contos.

Brás, Bexiga e Barra Funda - trata do cotidiano e costumes dos imigrantes italianos e dos ítalo-descendentes que habitavam os bairros periféricos da cidade de São Paulo,  numa linguagem próxima da coloquial, fazendo surgir assim um novo tipo de personagem na literatura brasileira: o ítalo-brasileiro.

http://www.unicamp.br/iel/site/alunos/publicacoes/textos/a00003.htm

                                      ****


JOSÉ DE ALENCAR
(01/05/1829 [Mecejana -Fortaleza] - 12/12/1877 [Rio de Janeiro)

A obra de José de Alencar pode ser dividida em dois grupos:

Espaço geográfico

Sertão do nordeste:
O sertanejo
Litoral cearense:
Iracema
O pampa gaúcho:
O Gaúcho
Zona rural
Til(interior paulista)
O tronco do ipê (zona da mata fluminense)
A cidade - sociedade burguesa do Segundo Reinado (séc. XIX)
Diva; Lucíola; Senhora

Evolução histórica

Antes  de Cabral
Ubirajara
Formação da nacionalidade
Iracema; O guarani
Ocupação do território, colonização e sentimento nativista
As minas de prata (bandeirismo); Guerra dos mascates (rebelião colonial)
Vida urbana - burguesia fluminense do séc. XIX
Diva, Lucíola; Senhora.

O índio é visto em três etapas:
Antes do contato - Ubirajara
Branco convivendo no meio índígena - Iracema branco - O guarani


Teatro

O crédito (1857)
Verso e reverso (1857)
O Demônio familiar (1857)
As asas de um anjo (1858)
Mãe (1860)
A expiação (1857)
O Jesuíta (1875)

Crônica
Ao correr da pena

Autobiografia
Como e por que sou um romancista(1873)

Crítica e polêmica
Cartas sobre a confederação dos tamoios(1856)
Ao imperador: cartas políticas de Erasmo e Novas cartas políticas de Erasmo(1865)
Ao povo: cartas políticas de Erasmo (1866)
O sistema representativo (1866)

Romances
Cinco minutos (1856)
A viuvinha (1857)
O guarani (1857)
Lucíola (1862)
Diva (1864)
Iracema (1865)
As minas de prata (1866)
O gaúcho (1870)
A pata da gazela (1870)
O tronco do Ipê  (1871)
Guerra dos mascates (1871)
Til (1871)
Sonhos d'ouro (1872)
Alfarrábios (1873)
Ubirajara (1874)
O seranejo (1875)
senhora (1875)
Encarnação (1893)


            ***

Nélida  Piñon
(03/05/1937 [Rio de janeiro] - )

Primeira mulher a se tornar presidente da Academia Brasileira de Letras entre 1996 e 1997.

Sua obra já foi traduzida em vários países e já recebeu vários prêmios ao longo de 35 anos de atividade literária.

Obras

Guia -mapa de Gabriel Arcanjo (1961)
Madeira feita de cruz (1963)
Fundador (1969)
A casa da paixão (1977)
Tebas do meu coração (1974)
A força do destino (1977)
A República dos sonhos (1984)
A doce canção de caetana (1987)
Vozes do deserto (2004)

Memórias
Coração andarilho (2009)

Contos
Tempo das frutas (1966)
Sala de armas (1973)
O calor das coisas (1980)
O pão de cada dia: fragmentos (1994)
Cortejo do Divino e outros contos escolhidos (2001)


Crônicas
Até amanhã, outra vez (1999)

Infanto-juvenil
A roda do vento (1996)

Ensaios
O presumível coração da américa (2002)
Aprendiz de Homero (2008)
O ritual da arte (inédito)