quarta-feira, 22 de abril de 2015

Centenário de Jose J Veiga

José Veiga ( conhecido como José J. Veiga)

Escritor brasileiro, considerado um dos maiores autores em língua portuguesa do realismo fantástico.

Estreou na literatura aos 44 anos de idade, com o livro de contos Os cavalinhos de Platiplanto (ganhador do prêmio  Fábio Prata em 1959).
Teve seus livros publicados nos Estados Unidos, Inglaterra, México, Espanha, Dinamarca, Suécia, Noruega e Portugal.
Ganhou, pelo conjunto de sua obra, a versão 1997 do Prêmio Machado de Assis, outorgado pela Academia Brasileira de Letras.
Hoje, a rodovia GO-225, que liga sua cidade natal à capital goiana, tem seu nome.
A  sua obra A Hora dos Ruminantes foi incluída, por um júri escolhido pelo jornal mais influente de Goiás, O Popular, na lista dos 20 livros mais importantes de Goiás no século XX, tornando-se assim obra canônica.

Obras de José J Veiga
Os Cavalinhos de Platiplanto (1959);
A Hora dos Ruminantes (1966);
A Estranha Máquina Extraviada (1967);
Sombras de Reis Barbudos (1972);
Os Pecados da Tribo (1976);
O Professor Burim e as Quatro Calamidades (1978);
De Jogos e Festas (1980);
Aquele Mundo de Vasabarros (1982);
Torvelinho Dia e Noite (1985);
A Casca da Serpente (1989);
Os melhores contos de J. J. Veiga (1989);
O Almanach de Piumhy - Restaurado por José J. Veiga (1989);
O Risonho Cavalo do Príncipe (1993);
O Relógio Belizário (1995);
Tajá e Sua Gente (1997);
Objetos Turbulentos (1997);.
Considerado um dos maiores autores em língua portuguesa do realismo fantástico, Gênero literário que teve auge no Brasil  na década de 1970, por influência dos escritores latino-americanos: o colombiano Gabriel Garcia Márquez (1928) e o argentino (nascido acidentalmente na Bélgica) Julio Cortázar (1914-1984).


REALISMO FANTÁSTICO

Gênero literário em que  narrativas ficcionais estão centradas em elementos não existentes ou não reconhecidos na realidade, pela ciência dos tempos em que a obra foi escrita. O Fantástico se divide em três subgêneros: ficção científica, fantasia e o horror (ou Terror).

Fonte:
Wikipédia

LITERATURA DE SÃO PAULO


 LITERATURA DE SÃO PAULO

Século XVI
Chegada dos missionários da Cia de Jesus conhecidos como jesuitas.
 Escreviam relatórios à coroa portuguesa sobre as terras recém encontradas e sobre os povos nativos compondo poesias e músicas para o catecismo.

Padres jesuítas considerados fundadores da capital paulista
Manuel da Nóbrega
José de Anchieta

Romantismo
Século XIX  (Pequena Província )
Congrega grupo de escritores estudantes da faculdade de Direito que começam a retratar a cidade:

Álvares de Azevedo (1831-1852) fase ultra romântica
Castro Alves  (1847-187);
José de Alencar (1829-1877)

Góticos
Grupo de artistas seguem as idéias do escritor Lord Byron (1788-1824) e criam o grupo dos Byronianos que se reúnem em cemitérios para discutir literatura e exaltar a morte.
Bernardo Guimarães (1825-1884);
Francisco Otaviano (1825-1889);

Escritores antiabolicionistas (pós-romântico)
Luiz Gama (1831-1882) – fundador do primeiro jornal humorístico de São Paulo Diabo coxo;
Raul Pompéia (1863-1895)

Século XX
São Paulo começa a se formar como metrópole com o poder econômico do café e a crescente industrialização. A cidade se torna o centro de uma manifestação literária: Modernismo. Semana de 22 no Teatro Municipal. A partir daí a cidade passa a ter nova representação na cena cultural do país.
Figuras de destaque: Mário de Andrade (1893-1945) e Oswald de Andrade (1890-1954)


Início do Século XX
Projeção nacional com o Movimento Modernista Brasileiro – Semana de Arte Moderna em 1922.
Mário de Andrade – Paulicéia desvairada (poema urbano) estabelece o movimento moderno no Brasil.
                                    Macunaíma – aborda o folclore brasileiro. Ápice da prosa nacionalista através da criação de um anti-herói nacional.
                                    Meditação sobre o Rio Tietê.

Poesia experimental de Oswald de Andrade
Prosa de vanguarda – Serafim Ponte Grande (1933) – romance;

Concretismo
Movimento de vanguarda do pós-guerra no Brasil que se  espalha a partir de São Paulo com o grupo da Revista Nolgandres, criada pelos irmãos Haroldo (1931-2003), Augusto de Campos (1931-) e Décio Pignatari. Seu objetivo:acabar com a distinção entre forma e conteúdo e criar uma nova linguagem.
1960 – Cenário de diversas obras
Romances policiais: Rubem Fonseca e Marcos Rey;
Roberto Piva - poemas descrevem as ruas soturnas do centro, com personagens excluídas da sociedade – usuários de drogas, homossexuais, criminosos e boêmios.
Tony Belloto;
Bernardo Carvalho;
  
1970
Literatura realista urbana impulsionada pelo momento político, pela segregação social, pela violência.
João Antonio (1937-1996);
Ivan Ângelo (1936-2014)
Inácio de Loyola Brandão (1936);

Anos 1990 (Realismo urbano e suburbano)
Fernando Bonassi (1962)  - 100  histórias colhidas na Rua
Marçal Aquino (1958);
Trazem para a cena literária as tensões sociais da metrópole.

Rappers e autores da periferia como Ferrez (1975) e Jocenir (1951) fazem arte com a linguagem coloquial dos subúrbios. Escrita  representa a realidade urbana.                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                            

Século XXI
Cenário do romance Eles eram muito cavalos (Luiz Ruffato), ganhador do troféu APCA. Aborda o dia a dia da cidade, a partir das histórias individuais de seus moradores.


Fonte: wikipédia




Paulo Bomfim


Poeta brasileiro,  membro da Academia Paulista de Letras e Príncipe dos Poetas Brasileiros.
Seu primeiro livro de poemas, Antônio Triste, lançado em 1946, com ilustrações de Tarsila do Amaral, recebeu o Prêmio Olavo Bilac, concedido pela Academia Brasileira de Letras, em 1947.
Foi presidente do Conselho Estadual de Cultura de São Paulo.

Obras literárias

  • Antônio Triste, 1946
  • Transfiguração, 1951
  • Relógio de Sol, 1952
  • Cantiga de Desencontro,
  • Poema do Silêncio,
  • Sinfonia Branca, 1954
  • Armorial, 1956
  • Quinze Anos de Poesia e Poema da Descoberta, 1958
  • Sonetos e O Colecionador de Minutos, 1959
  • Ramo de Rumos, 1961;
  • Antologia Poética, 1962;
  • Sonetos da Vida e da Morte, 1963.
  • Tempo Reverso, 1964;
  • Canções, 1966;
  • Calendário, 1968;
  • Poemas Escolhidos, 1974;
  • Praia de Sonetos, 1981;
  • Sonetos do Caminho, 1983;
  • Súdito da Noite, 1992.
  • Aquele menino (2000).
  • O Caminhoneiro (2000).
  • Tecido de lembranças (2004).
  • Janeiros de meu São Paulo (2006)
  • O Colecionador de minutos (2006).

Fonte: MENEZES, Raimundo de. Dicionário literário brasileiro. 2ª ed. Rio de Janeiro: Livros Técnicos e Científicos, 1978.


Wikipedia


SONETO I -(Transfiguração – 1951)


Venho de longe, trago o pensamento
Banhado em velhos sais e maresias;
Arrasto velas rotas pelo vento
E mastros carregados de agonias.
Provenho desses mares esquecidos
Nos roteiros de há muito abandonados
E trago na retina diluídos
Os misteriosos portos não tocados.
Retenho dentro da alma, preso à quilha,
Todo um mar de sargaços e de vozes,
E ainda procuro no horizonte a ilha
Onde sonham morrer os albatrozes...
Venho de longe a contornar a esmo
O cabo das tormentas de mim mesmo.

SONETO V - (Sonetos da Vida e Da Morte – 1963)

Toma de minhas fibras mais secretas,
De meus cansaços, de meus desatinos,
E tece teu bordado de destinos,
Tuas tapeçarias tão inquietas

Como falcões nascidos de poetas.
Toma de mim, dos nervos assassinos,
Do marulhar ternura, dos felinos
Momentos que caminham para as setas.

A manhã vem surgindo, olhos de caça
Bebem no tanque rubro do horizonte.
Célere a vida pára e depois passa.

Toma de mim agora que contemplo
Tuas pupilas, fere-me, sou fonte,
Sobre as pedras saciadas do teu templo

LITERATURA INFANTIL

Tatiana Belinky
Nasceu na Rússia dia 18 de março de 1919

Foi uma das mais importantes escritoras infanto-juvenis contemporâneas e autora de mais de 250 livros.

Nascida na Rússia, chegou ao Brasil com dez anos de idade.
No ano de 1948, começa a trabalhar em adaptações, traduções e criações de peças infantis para a prefeitura de São Paulo.

Adaptou para a televisão, no início dos anos 50, as histórias do Sítio do Pica-Pau Amarelo, de Monteiro Lobato.

Em 1987 lança o primeiro livro, Limeriques, pela editora FTD, baseando-se nos limericks irlandeses.

Suas publicações são acompanhadas por vários prêmios literários, entre eles o célebre Prêmio Jabuti,  recebido em 1989.

Além de escritora de livros famosos de nossa literatura infanto-juvenil, Tatiana também era poeta, tradutora e dramaturga. Em 2009, foi eleita para uma das cadeiras da Academia Paulista de Letras.

Tatiana Belinky faleceu aos 94 anos em São Paulo no dia 15/06/2013.


Limerique é um tipo de poesia
O limerique é um poema curtinho e bem-humorado.
Os limeriques tiveram origem na cidade de Limerick, na Irlanda, e foram popularizados por Edward Lear, um artista, ilustrador e poeta inglês. Os limeriques são poemas sem sentido, repletos de  humor presente em apenas cinco versos.
Os limeriques seguem um padrão em sua composição: São cinco linhas - o primeiro, o segundo e o quinto versos rimam; o terceiro e o quarto são mais curtos que os outros e precisam rimar entre si.
 No Brasil, a arte do limerique também foi representada por escritores como Joaquim de Sousândrade e Clarice Lispector, sendo que os mais famosos foram escritos pela escritora de livros infantis Tatiana Belinky.
“Ao ver uma velha coroca
fritando um filé de minhoca
o Zé Minhocão
falou pro irmão:
“Não achas melhor ir pra toca?”
Tatiana Belinky

“Você sabe o que é Cocanha?
Cocanha é uma terra estranha,
País que se esconde
Ninguém sabe onde -
Lugar misterioso, a Cocanha. “
Tatiana Belinky

http://www.escolakids.com/o-mundo-divertido-e-absurdo-dos-limeriques.htm



Ser criança
                                                   Tatiana Belinky
Ser criança é dureza
Todo mundo manda em mim
Se pergunto o motivo,
Me respondem "porque sim".
Isso é falta de respeito,
"Porque sim" não é resposta,
Atitude autoritária
Coisa que ninguém gosta!
Adulto deve explicar
Pra criança compreender
Esses "podes" e "não podes",
Pra aceitar sem se ofender!
Criança exige carinho,
E sim! Consideração!
Criança é gente, é pessoa,
Não bicho de estimação

http://www.escolakids.com/o-universo-encantado-e-multicolorido-de-tatiana-belinky.htm

               http://pt.wikipedia.org/wiki/Tatiana_Belinky

domingo, 19 de abril de 2015

O ÍNDIO NA LITERATURA

O INDÍGENA NA LITERATURA

Visão do colonizador
Basílio da Gama– O indígena como homem natural.
Santa Rita Durão – indígenas eram comedores de carne humana e só o cristianismo os salvaria.

Basílio da Gama
O poema épico “Uruguai” trata da expedição mista de portugueses e espanhóis contra as missões jesuíticas do Rio  Grande, para executar as cláusulas do tratado de Madri, em 1756. tinha também o intuito de descrever o conflito entre o ordenamento racional da europa e o primitivismo do índio. Basílio mostra simpatia pelo índio vencido enquanto transfere o ataque aos jesuítas. Desenvolve o poema em dois planos complementares: o dos versos e o das notas, que nele são parte integrante e explicativa da composição. As notas em prosa, paralelas aos versos, chamam a si a tarefa proposta de combater os jesuítas e exaltar pombal (o homem mais importante da época). (Fonte: ABL)



Frei José de Santa Rita Durão (Cata Preta, 1722 — Lisboa, 1784)
Religioso do período colonial é também considerado um dos precursores do indianismo no Brasil. Seu poema épico “Caramuru é a primeira obra narrativa escrita a ter, como tema, o habitante nativo do Brasil; foi escrita ao estilo de Luís de Camões, imitando um poeta clássico assim como faziam os outros neoclássicos (árcades).
Poema épico de dez cantos, “Caramuru”, influenciado pelo modelo camoniano é formado por oitavas rimadas e incluindo informação erudita sobre a flora e a fauna brasileiras e os indios do país, apresentando as cinco partes da epopéia tradicional (proposição,invocação,dedicatória,narração e epílogo). Este poema é um tributo do autor à sua terra natal. Segundo a tradição, a reação da crítica e do público ao seu poema foi tão fria que Santa Rita Durão destruiu o restante de sua obra poética.

Fonte:
wikipedia
MAIA, Geraldo.  O percurso da modernidade na literatura  brasileira.
SEIXAS, Tiago.   A figura do índio na literatura. (Fa7.edu.br)
GRAÚNA, Graça. Literatura indígena: desconstruindo estereótipo, repensando preconceitos (UFP) (dhnet.org.br/direitos descendentes)



INDIANISMO (O indígena  como herói)
Indígena como tema - criação do herói na figura do índio. Idealizado e dotado de coragem, honra etc.
Gonçalves Dias
Visão do europeu em relação  ao índígena. Reflexos das tragédias clássicas dos romances de cavalarias medievais. Reprodução dos valores europeus.
No poema “Juca Pirama”  o  índígena é  idealizado com sentido de bravura e louvor à honra. Reflete pensamentos do mundo ocidental, à de um cavalheiro medieval. “I- Juca Pirama” – Relata a morte do último remanescente da tribo tupi devorado por indígenas da tribo dos timbiras.
Publicado em 1851 no livro Últimos Cantos, é considerado a obra-prima do autor pela excelência tanto da forma quanto do conteúdo.
“Os Timbiras” - poema épico publicado em 1857 em Leipzig, na Alemanha. É uma narração dividida em uma introdução e quatro cantos. Nele é narrado os feitos de guerreiros timbiras, principalmente do chefe Itajuba e do jovem guerreiro Jatir. Altamente idealizados, estes indígenas falam apenas em valor, coragem, guerra e honra, num mundo ocupado por inimigos vis, piagas (pajés) sábios e guerreiros valorosos.
                                   


José de Alencar
O indígena entra em contato com o colonizador. Na prosa de Alencar não se fala da violência do colonizador, mas os conflitos. Da junção do nativo e do europeu (colonizador)  surge o brasileiro.
Obras indianistas de Alencar: O Guarani;  IracemaUbirajara.

A personagem Iracema do romance  Iracema deixa sua cultura para viver com um português.

No romance  O Guarani – o  indígena tem qualidades do mundo civilizado.  Um ser da tribo torna-se cristão para viver ao lado da amada Ceci.


MODERNISMO
Identidade nacional;
Visão do indígena prevalece;
A cultura brasileira sem influencias do colonizador;
Expoente: Mário de Andrade
Obra: Macunaima. Costumes dos povos indígenas com crenças populares. O personagem sofre degradação cultural quando sai da floresta para São Paulo.




Século XXI
A referência ainda é do invasor (colonizador)
O escritor indígena ainda não é reconhecido
Literatura contemporânea de autoria indígena;
Literatura Indígena – escrita por indígena;
Literatura de combate;
Relação entre oralidade e escrita;
Memória e autohistória – configura um dos aspectos do pensamento indígena da atualidade;
Escritores indígenas transmitem vivências e historias contadas pelos mais velhos.


    
ESCRITORES INDÍGENAS
CONTEMPORÂNEOS

Creomar Tahuare – personalidade atuante no NEARIN;
Darlene Taukane (1999) fala de experiência do deslocado da aldeia para completar os estudos na cidade. Transforma em livro a história do seu próprio povo. Os kutâ-Bakairi (MT)
Ailton Krenac – nascido no amazonas. Um  dos iniciadores do mov indígena brasileiro.
Carlos Tiago Hakity
Daniel Munduruku (Belém) – principal representante  do seguinato literário indígena brasileiro. Escritor premiado nacional e internacional. Vive em Lorena SP;
Eliane Potiguar ( paraibano) - Uma das mais atuantes mulheres indígenas. Livro: Metade cara, metade máscara;
Ely Macuxi - Orador indígena;
Cristina Wapixana - Coordenador do NEARIM – NUCLEO DO ESCRITOR ARTISTA INDIGENA ;
Rony Wasiry Guará  - escritor e artesão professor em Boa Vista;
Uziel Guainê ;
Elias Yagua Kág – autor do livro As aventuras do menino Kauwã – história dos marupiaras.
Lia MinapotyCom a noite vem o sono( Edit Leya);
Yaguarê Yamã - Um dos principais escritores indígenas da  atualidade. Autor de 15 livros.
Olivio Jekupé – autor de diversos livros;

Graça Graúna – na luta  pelo núcleo de escritores indígenas;

sábado, 18 de abril de 2015

LITERATURA INFANTIL  AFRO-BRASILEIRA

SÉCULO XVII  - Constitui-se como gênero.

Charles Perraut (1618-1703) - França; Jacob Wi Thelm (1785-1863)e Grimm (Alemanha)
Transcreveram histórias  visando ao público infantil.

FINAL SÉCULO XIX -  Primeiros livros infantis. Tradução de obras estrangeiras de obras direcionadas aos adultos e adaptadas para as crianças.

NO BRASIL - Influência  da Europa. Contos infantis como:
A Bela  adormecida;
Cinderela;
Chapeuzinho Vermelho;
Carl Jansen (1823) - tradução dos clássicos:
Robinson Crusoé (1885);
Viagens de Gulliver (1888;)
D. Quixote de La Mancha (1886).
Figueuiredo Pimentel - Contos da Carochinha (1894).
Olavo Bilac (1865-1918) - Poesias.
Monteiro Lobato


Literatura Infantil afro-brasileira
Final da década de 20 e início de 30 (Séc. XX)
Personagens negros aparecem. Não retratava o negro e sua cultura, mas uma imagem de subalterno. Poetas e escritores representam o negro de forma estereotipada.
Castro Alves retratava o negro com mais simpatia, mas não se identificava.
Os restantes  eram motivados  pelo momento histórico em que viviam(Abolição),  e pela classe a qual pertenciam. O negro era visto como idealismo e medo.
Após a Abolição o discurso do negro como escravo é substituído pelo negro cidadão. O negro ou é sujo, ou brutalizado em tentação carnal ou como bom criado passivo.
No movimento modernista o negro e o índio passa a ser valorizado. É retratado de forma exótica.
Autores que publicaram narrativas com personagens protagonistas negros.

Ana Maria Machado -  Menina bonita do laço de fita;
Ziraldo – O menino marron
Lúcia Pimentel Góes
Jonas Ribeiro
Mirna Pinsky
Ganymédes José
Luís Galdino
Giselda Laporta Nicoelis
Carla Caruso
Georgina Martins
Tatiana Belinky

Obras que implementam a lei federal 10.639/03

Tanto, tanto – Espaço EUA (Cotidiano familiar)
Histórias da preta – identidade negra, auto estima, cosmovisão afriacana.
A cor da ternura –  identidade negra, relação familiar, auto estima (espaço Brasil zona rural

Fonte:
https://www.google.com.br/#q=literatura+infantil+afro+brasileir&safe=active

segunda-feira, 2 de março de 2015

LITERATURA AFRICANA


PRIMEIROS REGISTROS

1000 Anos antes dos Papiros – hieróglifos na arquietura;

2300 – 2100 a. C – papiros mortuários;
                                Egípcios;
                                Hieróglifos na arquitetura predatam esses papiros;

Séc. I ao XV – Império Afriacano;

Séc. XX e XXI – Literaturas de Comércio de escravos;

1520
Primeiros exemplos de literatura subsaariana;

Guardava semelhança  com a leitura islâmica;

A literatura africana representa mais de 50 países;

Escritores usam várias línguas, locais, tribais e até árabe, inglês e francês.

Escritores que falam múltiplas línguas usam a linguagem para expressar um tema ou idéia, como escrever em uma língua indígena como um manifesto anticolonial.

Literatura anticolonialista (Século XIX e XX)
Aborda questões de soberania e opressão;

Literatura Pós Independência
História da África desde o declínio dos impérios e a maneira como a história moldou a autoidentidade africana e a mensagem global.
Racismo como tema permeia a literatura africana desde a era da escravidão

Contém elementos de religiões modernas e antigas, incluindo o paganismo egípcio, islamismo e cristianismo incorporando elementos de realismo mágico, pós modernismo e mito africano.

ESCRITORES FAMOSOS

Chinua Achebe – Primeiro  escritor nativo da idade moderna, internacionalmente reconhecido com a publicação em 1958 de Things fall Apart (Quando tudo se desmorona) que vendeu mais de dez milhões de exemplares. Examinava a vida e a identidade da África colonial sob uma perspectiva nativa. Explora as tradições da sociedade "Igbo" e a tensão entre os valores locais e a visão ocidental trazida pelo colonialismo.

Mia Couto - traduzido em vários idiomas e ganhador do prêmio Camões.

Fonte:
Enciclopédia Barsa ;
http://entretenimento uol.com.br/morre nigeriano-chinua-achebe-pai-literatura-africana-moderna.


LITERATURA AFRICANA CONTEMPORÃNEA

Raízes:
Movimento negritude;
Inspiração nas revoltas anticolonialistas.

Escritos pós emancipação das colônias africanas baseavam-se em:
Governo totalitário;
Agitações tribais;
Revoluções e Golpes de Estado.
Condenavam as atitudes repressivas e desmandos dos governantes;
Narração de vivência dos autores sob esse contexto;

Literatura Africana ganhou repercussão mundial com:
Wole Soyinka (Nigéria);  e com os ganhadores do Prêmio Nobel de Literatura:
Nadine Gordimer (África do Sul);
Naguib Mahfuz (Egípcio);
Ngugi Wa Thiong'o (Queniano).

Autores mais conhecidos:

Mia Couto - filho de imigrantes portugueses fixados em Moçambique. Um dos autores mais importantes e traduzido em vários idiomas.
Característica de sua obra: Elaboração de uma narrativa continental.
Principal obra: Terra sonãmbula. Foi escolhida como uma das melhores produções do século XX. Sua obra é comparada com a de Guimarães Rosa..

José Eduardo Agualusa (angolano) - integrante da União dos Escritores Angolanos. Escreveu também em parceria com Conceição Lopes e  Fátima Otero (da editora brasileira Língua Geral);

José Olandino Vieira,  nasceu em Portugal e naturalizou-se cidadão de Angola. Recusou o Prêmio Camões de 2006 e escreveu depois Luanda e Velhas histórias (contos); Nosso Musseque; Nós, os do Makulusu (romance), novelas e obras infanto-juvenis.

Fonte: Utopia.com.br
           Infoescola


                               


quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

TRISTE FIM DE POLICARPO QUARESMA - 100 ANOS

 TRISTE FIM DE POLICARPO QUARESMA 

                                           
 A obra Triste fim de Policarpo Quaresma, surgida logo após a segunda guerra, critica as elites brasileiras da época.

Foi publicado no ano 1911 através de folhetins no Jornal do Comércio. Só após cinco anos é que foi publicado em forma de livro, custeado pelo próprio autor. Assim que publicado, foi aclamado pela crítica.


Período histórico

As histórias de Policarpo se passam durante os primeiros anos da República; precisamente durante o governo de Floriano Peixoto (1891 – 1894). Porém, a obra foi escrita e publicada por Lima Barreto em 1911, vinte anos após esse contexto. Os fatos histórico-sociais são bastante discutidos pelo autor durante o enredo, já que o personagem principal é um engajado e revolucionário.



RESUMO DA OBRA

Triste Fim de Policarpo Quaresma, de Lima Barreto, narra a trajetória de Policarpo Quaresma, um patriota ímpar, que causa estranheza nas pessoas pelos seus ideais e coragem.

O LIVRO É DIVIDIDO EM TRÊS PARTES

A PRIMEIRA começa descrevendo a rotina do Major Policarpo Quaresma,  que não era major realmente; era um apelido.

Policarpo era um homem respeitado pela vizinhança, mas ao mesmo tempo o estranhavam, por causa de seu amor pelos livros e pelo patriotismo exaltado.

Além de aprender violão, também se dedicava aos estudos do tupi-guarani.

Policarpo buscava coisas verdadeiramente brasileiras, desde comida, até a vestimenta. O auge de seu amor pela pátria foi quando fez um ofício para o ministro, escrito em tupi, defendendo que a língua oficial deveria ser então essa. Como consequência, foi internado por seis meses em um hospício.





Na SEGUNDA PARTE DO LIVRO, seguindo o conselho de sua afilhada Olga, Policarpo compra um sítio e se muda para lá com sua irmã. Chama o sítio de “O Sossego”. Retirado da cidade, surge uma nova paixão em Policarpo: a de estudar botânica e aproveitar ao máximo a terra brasileira, que segundo ele, era a melhor. Até que um dia o Tenente Antonino Dutra, escrivão, foi até a casa de Policarpo lhe pedir ajuda para a festa da Conceição. O major, contrário à política e das suas trocas de favores, nega ajuda. A partir de então os políticos da área começam a fazer de tudo para prejudicar o sítio; começam a cobrar taxas e impostos que não eram cobrados anteriormente,


Na TERCEIRA PARTE, Policarpo volta para a cidade assim que sabe que está ocorrendo uma revolta. O major faz um memorial acerca de suas experiências com a agricultura e entrega ao Marechal Floriano. Sem dar muita importância, Floriano convida Policarpo para ingressar na revolta. Policarpo aceita e é listado como Major.

Com a revolta, o cotidiano do Rio muda e a guerra acaba fazendo parte do cotidiano dos brasileiros. Ricardo, amigo de Policarpo, por ser considerado um patriota rebelde, é convocado para fazer parte como voluntário recalcitrante. Preocupado, Ricardo pede ajuda ao Major, que não pode fazer nada.

No decorrer da guerra, Policarpo dá ordens, vai para troca de tiros e mata um homem. Muito arrependido e não acreditando ter feito isso, escreve a sua irmã num sentimento de perdão e culpa.

A revolta tem seu fim e Policarpo é levado para uma prisão, sem um motivo que justifique. Quaresma se questiona por que sendo ele tão patriota e tão apaixonado pelo país, teria aquele fim.


CARACTERÍSTICAS DA OBRA
TRISTE FIM DE POLICARPO


Símbolo da rebeldia.

Linguagem coloquial.

Denunciava o sofrimento dos mais pobres.

Optava pela cultura dos indígenas, pelo violão, em detrimento da norma culta.

O livro espelha o conservadorismo social de então e a trajetória de um sonhador que tenta reformá-lo.



As situações que Lima Barreto tentava consertar com a sua ironia e seu protesto literário ainda estão presentes no Brasil


CURIOSIDADES SOBRE O LIVRO


Entre os meses de agosto e outubro de 1911, as páginas da seção de folhetins do Jornal do Commercio foram povoadas pelas desventuras do major Policarpo Quaresma, um patriota idealista nascido da pena do escritor Lima Barreto. Em 1915, Triste fim de Policarpo Quaresma foi publicado em livro.

O romance foi consagrado pela crítica  como um dos textos literários brasileiros mais representativos do início do século XX.

As peripécias de Policarpo Quaresma - dono de uma biblioteca repleta de volumes sobre o Brasil, defensor da pátria e dos valores genuinamente nacionais – foram comparadas às aventuras empreendidas por dom Quixote, o célebre cavaleiro andante criado pelo espanhol Miguel de Cervantes no livro Dom Quixote.

O autor expôs em seus textos os contrastes da sociedade brasileira de seu tempo e produziu uma obra que, ainda hoje, é capaz de iluminar as reflexões acerca da cultura nacional e da realidade do país.


RETRATOS DAS MULHERES NA OBRA

Caracterizam a condição social da mulher no Brasil de fins do século XIX.

Suas preocupações e educação giram em torno da vida familiar e doméstica. A preparação para o casamento e a importância atribuída a ele são elementos característicos das imposições sociais que direcionavam a existência feminina a um único futuro possível  com a finalidade única de cumprir um dever e assumir um papel social.

 Após as lutas empreendidas pelos movimentos feministas ao longo do século XX, as mulheres brasileiras passaram a ocupar lugares de destaque na sociedade, em funções e situações anteriormente restritas aos homens.