quinta-feira, 24 de março de 2016

Literatura de autoria Feminina Brasileira


MEADOS DO SÉCULO XIX E INÍCIO DO SÉCULO XX

FASE IMITATIVA

Reflete a realidade social e os papéis estabelecidos às mulheres através de uma imitação e da internalização dos valores e padrões vigentes pelo poder inscrito na concepção machista da sociedade da época.

 As obras representam:

1) mulheres submissas ao poder patriarcal de pais e maridos;

2) mulheres que encontram sua realização no casamento e na maternidade.

Ex.:  Úrsula (1859) de Maria Firmina;

        Dedicação de uma amiga (1850) de Nísia Floresta;

        A falência (1902) e A Intrusa (1908) – de  Júlia Lopes de Almeida;

        A Sucessora (1934) – de Carolina Nabuco.


 

FASE FEMINISTA OU REBELDE

Protesto contra os valores e padrões vigentes na sociedade e por uma luta pelos direitos das minorias.

Clarice Lispector; Lygia Fagundes Telles; Lya Lufty; Marina Colasanti; Nélida Piñon; Rachel de Queiroz; Ana Maria Machado; Adélia Prado.

AUTODESCOBERTA (a PARTIR DE 1990)

Busca de uma identidade própria, de uma escrita e de uma representação mais autêntica e livre.

Adélia Prado;

Nélida Piñon;

Lya Luft;

Patricia Melo;

Alice Ruiz.


ROMANTISMO

Maria Firmina dos Reis
(São Luís, 1825- Guimarães, 1917)

Primeira romancista brasileira. Escreveu o  primeiro romance abolicionista brasileiro. Era pobre, mulata, solteira e primeira professora primária concursada no Maranhão.
Escreveu o primeiro diário de mulher que se tem notícia.

 
AUTOBIOGRAFIA E MEMÓRIAS

Júlia Lopes Almeida (Rio de Janeiro, 1862-1934).
Escreveu obras em diversos gêneros: do teatro ao romance.

Correio da roça (1913) – romance epistolar.

SENTIMENTALISMO MÍSTICO

Cecília Meireles;

Henriqueta Lisboa – modernista e lírica;

Adélia Prado – misticismo católico.

EROTISMO

Gilca Machado (Rio de Janeiro, 1893-1980)
Sofreu preconceito da crítica por ter expressado na sua poesia a linguagem do sentimento e do corpo.

Cristais partidos (1917) – tema subjetivo e erótico.

Permaneceu ligada ao parnasianismo.

Carmem Dolores (Rio de Janeiro, 1852-1910)

Gradações (contos) – 1987;

Maria Benedita Bormann (Porto Alegre)

Escreveu Celeste (1893) sob o pseudônimo de Délia.

INDIANISMO

Maria Firmina dos Reis – escreveu o conto abolicionista “O Escravo” no Seminário Maranhense, 1870);

ENGAJAMENTO POLÍTICO

Maria Firmina dos Reis

Cantos (1872) – poemas patrióticos sobre soldados retornados da Guerra do Paraguai.

Patricia Galvão (Pagu) – Parque Industrial (1933), de feitio comunista.

Rachel de Queiroz   - relata os problemas e situação de pobreza dos emigrantes da seca do povo interiorano para a capital.
O Quinze;


REVOLUÇÃO DA LINGUAGEM POÉTICA

Clarice Lispector; Nélida Piñon; Lygia Fagundes Telles; Ana Cristina Cesar (Rio de Janeiro, 1952-1983).

CONTEMPORÂNEAS

Buscam encontrar na tragédia individual urbana, uma leitura do imaginário feminino – suas crises existenciais, sua insegurança social, psicológica e financeira, seus traços de diferença com relação ao patriarcalismo e a ordem estabelecida.

Lygia Fagundes Telles; Heloísa maranhão; Nélida Piñon, lya Luft, etc.

 “O que sinto, escrevo [...]

Inauguro linhagens, fundo reinos

- dor não é amargura.

[...]

Mulher é desdobrável. Eu sou.”

Adélia Prado

 

 

“E ela não passava de uma mulher... inconstante e borboleta”

Clarice Lispector

 

“Toda mulher leva um sorriso no rosto e mil segredos no coração”

Clarice Lispector


 

Aqueles que acreditam

Caminham para a frente

[...]

Aqueles que duvidam

Põem pedras e tropeços.

               Cora Coralina (Vintém de Cobre)

 

Faz de tua vida mesquinha

Um poema

E viverás[...]

Na memória das gerações que hão

De vir

Cora Coralina

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