terça-feira, 7 de novembro de 2017

Orígenes Lessa

12/07/1903 (Lençóis Paulista)
Membro da ABL
morreu no Rio de Janeiro em 14/07/1986


1929 - O escritor proibido
1930 -  garçon, garçonete, garçoniere

Foi preso três meses na Ilha Grande durante a revolução constitucionalista de 1932. Publicou a reportagem "Não há de ser nada", de grande repercussão

Romance mais famoso
1938 -  O feijão e o sonho
Aborda a problemática da classe média urbana brasileira

1948 - A desintegração da morte
1959 - João Simões continua
1955 - Rua do sol
1968   Noite sem homem
1978 - Beco da fome

Contos
1960 - Balbino, homem do mar


Pintura brasileira

Pedro Américo
Benedito Calixto

Acadêmicos de transição(Influenciados pelo modernismo europeu)
Almeida Júnior
Eliseu Visconti
Antonio Parreiras

Modernismo 
Primeira geração:
Anita Malfati
Di Cavalcanti
Vicente do Rego Monteiro

Semana de Arte  Moderna
Lasar Segall
Tarsila do Amaral
Cândido Portinari

Modernistas Grupo Santa Helena
Aldo Bonadei
Francisco Rebolo

Transição entre figuração e abstração
Arcanjo Lanelli, Hércules Barsotti, Willys de Castro, Milton da Costa, Luiz Sacilotto, Aldemir Martins, Nanabu Mabe (pioneiro do abstracionismo no Brasil)

Arte Naif
Heitor dos Prazeres

Contemporâneo
Hélio Oiticica
Iberê Camargo

Linguagem Pictórica
Tomie Ohtake
Beatriz Milhazes
Daniel Senize
Adriana Varejão
Paulo Pasta
Mira Schendel
Flávio de Carvalho
Lygia Clark
Djanira
José Pancetti

Alfredo Volpi
Alberto da Veiga Guignard
Clóvis Graciano






Jorge Amado

Bahia como espaço social

Fase inicial
Retrata em tom direto e lírico a miséria e opressão do trabalhador rural  e das classes populares. Seca, cangaço, coronelismo
O país do carnaval
Cacau
Suor

Capitães da areia - denúncia do abandono das crianças de rua em Salvador

Terras do sem-fim  e São Jorge dos Ilhéus  - retratam as lutas entre coronéis do cacau e exportadores

Fase Final - compõe um painel de costumes da sociedade baiana em seus aspectos culturais, comportamentais, linguísticos e  religiosos
Gabriela, cravo e canela
Dona Flor e seus dois maridos
Tieta do agreste





EROTISMO E LITERATURA

Grécia Antiga
Cenas eróticas eram citadas na mitologia.

Roma
Esculturas eróticas

A literatura erótica se desenvolve com Ovídio e seu Ars Amatoria, um manual sobre sexo semelhante ao Kamasutra escrito na Ìndia no século 2 d. C por Mallanaga Vatsyayana. A obra possui lustrações de mais de 500 posições sexuais

Idade Média
Catolicismo reprime qualquer sensualidade. A Inquisição (1231) repreende a nudez e o sexo entre os clérigos. Giovani Boccacio foi perseguido por heresia pelo livro Decamerão com sátiras enviadas a igreja

IdadeModerna
Tema volta a ser abordado, mas com represália

Século XVIII
Literatura erótica do Marquês de Sade. Sua produção literária retrata a sexualidade. Filosofia na alcova. Sua principal  contribuição foi dizimar o mito de que sexo  precisa ser delicado e angelical, mas com agressividade

O erotismo se baseia naquilo que não é dito, mas sugerido.

karen Stolz ensina escrita criativa na Pitsburg State University e diz que o escritor deve ter cuidado com as descrições ¨Não é bom usar termos românticos demais para partes do corpo, mas também não abuse de palavras científicas. Mostre como a vida sexual dos personagens interfere em outros aspectos de suas vidas. certificar se a trama é completa e se não existe apenas devido as cenas de sexo.
O limite entre pornografia e erotismo é tênue.

O sexo é feito de várias formas; tato, prazer, beijos  palavras (Marcelino Freire)

Um conto erótico precisa de mais de sombra, que de tristeza, dúvida. Sem eles tudo é explícito e superficial e não há nada que se possa tirar de humano, de existencial.

O conto "Missa do galo" de Machado de Assis é erótico porque  trabalha a sensualidade como desejo, e com algumas coisas que não estão ali na sombra: silêncio escondido.

Alice Ruiz  - a produção erótica feita por mulheres faz com que se comece a conhecer a libido feminina

Textos clássicos do Erotismo
Teresa filósofa (1748 - Séc. XVIII) - Jean- Baptiste de Boyer (Marques d'argens). Publicado na França.
Romance cujo enredo aborda a formação de uma garota que sofreu abusos sexuais de seu preceptor.

Manual de civilidade destinado às meninas para uso nas escolas (Pierre Louys)
Humor e cinismo
Percebe-se a necessidade de a mulher romper os preconceitos machistas e repressores

O menino do bordel (1800) Pigault -Lebrun

As façanhas de um jovem Don Juan (inicio séc. XX) de Guillhaume Apollinaire

Minhas etapas amorosas - uma adolescência na Belle Époque (sec. 19) -.Émile  Desjardins mostra as mulheres como brinquedos sexuais.

Gamiani ou duas noites de orgia de Alfred de Musset (1810 - 1885)
Transgrediram ao mostrar as tríbades (mulheres homossexuais) em ação numa época em que o lesbianismo era completamente licenciado

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Oscar Wilde

Oscar  Wilde
Escritor irlandês
Dublin, 16/10/1854 – Paris, 30/11/1900).
OBRAS:        
Salomé (1893)
 Produziu, entre outros escritos, De Profundis, o clássico anarquista, a alma do homem sob o socialismo e a célebre Balada do Cárcere de Reading.
Em seu único romance, O Retrato de Dorian Gray  considerado por críticos como obra-prima da literatura inglesa, Oscar Wilde trata da arte, da vaidade e das manipulações humanas.
Já em várias de suas novelas como, por exemplo, O Fantasma de Canterville  Wilde critica o patriotismo da sociedade.
Em seus contos infantis preocupou-se em deixar lições de moral através do uso de linguagem simples como  “O Filho da Estrela” . No teatro, escreveu nove dramas, muitos ainda encenados até hoje.
Wilde destacou-se como poeta, principalmente na juventude.
Rosa Mystica, Flores de Ouro são alguns trabalhos conhecidos nesse campo.
Wilde foi um mestre em criar frases, marcadas por ironia, sarcasmo e cinismo.

Oscar Wilde morreu de um violento ataque às 9h50min do dia  30 de novembro de 1900

 http://www.paralerepensar.com.br/o_wilde.htm

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

LITERATURA CONTEMPORÂNEA

Temas a partir da década de 1970

Solidão dos indivíduos nas grandes metrópoles
Automatização da vida
Tensão entre individual e coletivo
Massificação da cultura
Crises existenciais
Desigualdades sociais
Preconceitos e as lutas contra eles
Violência
Acontecimentos no campo da politica

Um passeio pelo século XX
Primeira e Segunda Guerra
Movimentos políticos contra a exploração e desigualdade
expansão dos meios de comunicação, rádio e tv
internet
circulação de informação
era da imagem - parecer ser do que ser
fim da guerra fria com a queda do muro de Berlim (1989)
globalização
Associações econômicas
Consumo
Concentração de riqueza
literatura de resistência (mercado supervaloriza os bestsellers)
Literatura que se volta para o ser, reflexões existencialistas
Busca da identidade de grupos que estão à margem das políticas hegemônicas (mulheres, classses trabalhadoras, negros e grupos LGBT)
Discussões políticas, ambientes  ecológicos

Final da década de 1970
Jovem guarda
Tropicália
Música ufanista (exalta o nacionalismo alinhado as ideias da  Ditadura)

Black music (precursor dos bailes funk do final da década de 90) - com Tim Maia e Toni Tornado
O DJ Fernando Luís da Mata (Malboro) criou um novo gênero da música brasileira dando destaque jovens da periferia que com a expansão da internet, passaram a divulgar suas músicas ganhando independência dos meios tradicionais e ganhando espaço no início do ano 2000.

Final Anos 70 a 1998
Discotecas - valoriza a batida eletrônica

Anos 80
Inflação descontrolada
Retração industrial
Estagnação econômica
Desemprego
Aumento da dívida externa
Partido dos trabalhadores
Rock brasileiro - ¨Você não soube me amar¨ (Banda Blitz)
Surge o chamado rock brasileiro. Oito bandas:
Barão vermelho
Paralamas do sucesso
Kid Abelha
Titâs
Ultrage a rigor
RPM
Legião Urbana
Engenheiros do Havaí

Ecoam protestos de MPB
Falta de ética
Influência da tv
Consumismo
Alienação da Classe Média
Violência da  Política

Rock
Pop sertanejo
Pagode
Afro pop baiano (axé-music)
Musica de vanguarda (mistura de música popular e música erudita lançada por Arrigo Barnabé) que
refletiu o experimentalismo radical dos tropicalistas e dos concretistas e ficou conhecida por Vanguarda Paulista.

Décadas seguintes
Economia - Construção dos Shopping Centers criando novos hábitos de consumo e comportamento

1985
Eleição indireta de Tancredo Neves finaliza o regime militar

1988
5/10/1988 - foi promulgada a CF (7ª) elaborada por 558 constituintes durante 20 meses e garante os direitos sociais, econômicos, políticos

1990
Sarney foi sucedido pelo 1º presidente eleito pelo voto direto após a ditadura

2001
Color foi afastado do governo pelo Congresso após um processo de Impeachment assumindo o poder o vice Itamar Franco
Tema de Haiti - Caetano Veloso e Gilberto Gil

1984
Fernando Henrique (1988) - primeiro presidente reeleito

2002
Luiz Inácio Lula da Silva (1º presidente não originário das elites brasileiras)

2006
Reeleito

2010
Elege Dilma Roussef

Ficção Contemporânea
Temática urbana
Violência
Exclusão Social
Desequilíbrios psicológicos
Caos urbano

Gênero: conto, crônica e romance

Autores
Dalton Trevisan (paranaense) - Novelas nada exemplares; O Vampiro de Curitiba expõe as taras e idiossincrasias da vida doméstica
Fernando Sabino
João Ubaldo Ribeiro
João Antônio - Malagueta, Perus e Bacanaço e Leão de Chácara (personagens mendigos, jogadores, traficantes, biscateiros, prostitutas e crianças de rua.
Osman Lins
Chico Buarque
FernandoMoraes
Ana Miranda
Marina Colassanti
Luís Fernando Veríssimo
Rubem Fonseca - O homem de fevereiro ou março; Feliz Ano Novo - retrata um RJ violento e com uma classe média isolada em seus apartamentos
Antonio Callado
Moacyr Scliar
Ignácio de Loyola Brandão
Afonso Romano de Sant'Anna
Marcos Rey (paulista) - O Enterro da cafetina e O pêndulo da noite (acompanha a vida de desempregados e marginalizados em São Paulo.

Destoa dessa visão não realista
Nélida Piñon (Carioca) - obra introspectiva e simbólica -Guia mapa de Gabriel Arcanjo e
Tempo das frutas

Osman Lins (pernambucano) - O visitante (1955)
                                                   Avalovara (1973)
                                                   Nove, Novena (1966) técnica Palíndromo
Literatura marcada pela exploração interior dos personagens

Técnica polifônica* evidenciada por sinais gráficos e outros procedimentos visuais, à maneira dos experimentalismos concretistas.
Popularizada pelo livro O jogo da Amarelinha do escritor Júlio Cortázar

Técnica Palíndromo - narrativa remete a outra permitindo ao leitor fazer diferentes caminhos na leitura, criando diferentes sentidos.
Autran Dourado
Ariano Suassuna
Darcy Ribeiro (antropólogo mineiro)

Década de 70 (2ª metade)
Roberto Drummond
Ignácio de Loyola Brandão
Ivan Ângelo
João Ubaldo Ribeiro

Reflexão política com caminho experimentalista


Realismo Fantástico
Tensão dos limites entre o possível e o impossível, entre o natural e o sobrenatural
adotando a narrativa do insólito
Representantes: Moacyr Scliar com o conto ¨História da Terra Trêmula¨ (1976)

Literatura Marginal (Fora dos padrões vigentes)
Por seu caráter de resistência, o termo passa a ser usado a partir da década de 70, para designar a poesia que surgida no contexto da ditadura militar denuncia a situação social, política, econômica e cultural.
Características
Influência do Modernismo
Tom irônico ou sarcástico
Linguagem coloquial
Abordagem de temas urbanos (drogas, sexo)
Poema piada, experiências linguísticas, colagens, sonetos e Haicais
Escrevem sobre o cotidiano, sobre seu tempo e sua realidade

Poetas que à margem do mercado editorial e fora do Cânone literário compunham seus poemas sobre a vida cotidiana ora expressando seus sentimentos, ora discutindo a vida e a influência da política ou criticando a sociedade, expressando sobre seu tempo e sua realidade.

Wally Salomão, Cacaso, Alice Ruiz, Chacal, Torquato Neto, Ana Cristina César e  Paulo Leminski

Divulgação: muros, jornais e revistas de pequenas tiragens e folhetos mimeografados

Década de 90
O termo marginal passa a designar os moradores de periferias urbanas
Moradores da Periferia defendem a voz da periferia
literatura como ferramenta de libertação

Revista  ¨Caros Amigos¨ publica a série ¨Literatura Marginal em Três Atos¨ (2001-2004)
trouxe a cena escritores selecionados por Ferrez (Reginaldo Ferreira de Sá)
Sergio Vaz

Ferrez - Capão Redondo

Hoje a Literatura Marginal é reconhecida no exterior

Carolina Maria de Jesus  é considerada por alguns críticos como a primeira escritora marginal





*Polifonia na literatura - o autor intertextualiza outras obras dentro de uma, para dar sentido a mesma.
Palíndromo - Palavra que pode ser lida da esquerda para a direita e de trás para a frente continuando a mesma palavra


Mundo dos Gregos


O MUNDO GREGO

GRÉCIA ANTIGA
País europeu na península balcânica. Constituía-se de pequenas cidades (pólis), independentes com língua e religião semelhante. Havia então unidade cultural, não unidade política.

Lá estão as orígens do nosso pensamento filosófico (amplia a compreensão da realidade) e político.

Atena - deusa grega da sabedoria, da razão e da guerra.

2000 a. C até 200 a. C.
O poder estava nas mãos dos reis e sacerdotes

Reconheciam e valorizavam a capacidade de realização do homem e não responsabilizavam as divindades por seus destinos.

Atenas era uma das cidades mais importantes. Ela que lançou as bases culturaisda nossa civilização.
Criou a democracia - sistema de governo como modelo de organização social e política
Vigorou no século V e VI a. C

O conjunto de cidadão de uma pólis excluía as mulheres, estrangeiros e escravos.


PERÍODO AQUEU ou  Pré-Homérico
Povos indueuropeus
2100 a. C Aqueus subjugam os nativos (pelasgos)
1800 a. C. eólios e jônios instalam-se e integram-se
1500 a. C Aqueus subjugam a civilização creto-micênica e invadem a ásia menor

Inicia-se a Guerra de Tróia (1270 a. C)

PERÍODO HOMÉRICO
Invasão dos Dórios
sec. XII a. C ao VIII a. C

Esparta - militarista
invade cidades para resolver o problema da agricultura
declina no século IV a. C com a guerra do Peloponeso

Atenas séc. X a. C
Tribos jônicas na península da Ática.
Séc. VIII a.C - núcleo rural
Eupátridas - propriedades rurais (dominante)
Trabalhadores: rendeiros, assalariados e escravos.
pequenos proprietários tinham existencia difícil e pegavam empréstimo tornando-se rendeiros ou escravos dos eupátridas

Sistema do governo
Monarquia hereditária
o poder do rei (basileu) era limitado por um conselho aristocrático (areópago) e depois oligárquico

Movimento colonial estimulou o artesanato e transformou Atenas em importante entreposto comercial do Mar Egeu


Fonte O Mundo grego (vitor Biasoli)

sábado, 22 de julho de 2017

GUILHERME DE ALMEIDA


GUILHERME DE ALMEIDA
(24/07/1890 [Campinas] – 11/07/1969 [São Paulo])

Príncipe dos poetas brasileiros.

Foi advogado, jornalista, crítico de cinema, poeta, ensaísta e tradutor.

Divulgou o poema Haikai no Brasil.

Primeiro modernista a entrar na Academia Brasileira de Letras em 1930.

Combateu na Revolução Constitucionalista de 1932.

Foi sepultado no Mausoléu do soldado constitucionalista no Parque Ibirapuera.

Obras
Nós
A dança das horas
Messidor


 Casa de Guilherme de Almeida



sexta-feira, 21 de julho de 2017

sábado, 1 de abril de 2017

CORA CORALINA

CORA CORALINA
(20/08/1889 [Goiás] - 1/04/1985)
Pseudônimo de  Ana Lins dos Guimarães Peixoto Bretas

Considerada uma das mais importantes da poesia brasileira, seu primeiro livro foi publicado aos 76 anos: Poema dos becos de Goiás e estórias mais

Seus primeiros escritos são de sua adolescência ( Aos 16 anos uma crônica foi publicada pelo Jornal Tribuna Espírita no Rio de Janeiro)

Cora Coralina tornou-se conhecida do grande público quando Carlos Drummond de Andrade publicou em 1980 uma crônica dizendo que sua poesia era importante. "Os versos de Cora Coralina nos remetem a um Brasil vário"

A casa onde Cora Coralina viveu seus últimos anos foi transformada em 1985 no Museu Cora Coralina, reconhecido em 2001 Patrimônio Histórico da Humanidade pela UNESCO
                                                 Fonte: Roteiros Literários

                                                                               

                                                            Fonte: wikipédia


Museu Cora Coralina

Cartas de Drummond para Cora Coralina

 Entre os itens expostos estão as cartas trocadas com Carlos Drummond de Andrade

Eca de Queiroz e João Guimarães Rosa foram influenciadores de sua obra  poética

Gostava de ler dicionários e organizava lista de palavras ( apelidos, nomes de lugares, palavras e significados)

"O grande livro que sempre me valeu e que aconselho aos jovens, um dicionário. Ele é pai, é tio, é avô, é amigo e é um mestre. Ensina, ajuda, corrige, melhora, protege." (Vintém de Cobre)


Se dizia mais doceira que autora.

Saudada por grandes nomes da literatura e ganhadora de prêmios e medalhas sua poesia questiona paradigmas socioculturais nas relações hierárquicas

presença da memória  como instrumento que reflete a experiência de indivíduos colocando em circulação  memórias coletivas no leitor

Modo de vida  solidário  do interior contrastando com a sociedade capitalista em que o individualismo é o que se  prepondera

questionamento das reclusões e submissão das mulheres

Em Vintém de Cobre denuncia a tirania vivida pela crianças do passado.


Eu sou aquela mulher
a quem o tempo
(...)
Ensinou a amar a vida.
Não desistir da luta. 
Recomeçar na derrota
Renunciar a palavras e pensamentos negativos.
Acreditar nos valores humanos.
Ser otimista.
(Vintém de Cobre)


Sozinha...
Na estrada deserta,
sempre a procurar
o perdido tempo
que ficou pra trás.

Esse trecho me fez lembrar o início de O Caminho de Swann de Proust  " ao voltar para casa, vendo minha mãe que eu tinha frio, ofereceu-me chá, (...) Ela mandou buscar um desses bolinhos pequenos e cheios chamados madalenas e que parecem moldados(...) levei aos lábios uma colherada de chá onde deixara amolecer um pedaço de madalena.Mas no mesmo instante em que aquele gole, de envolta com as migalhas do bolo, tocou o meu paladar, estremeci, (...) Invadira-me um prazer delicioso."


Desde então quando comemos alguma coisa e pensamos nas refeições de nossa infância diz-se que aquela coisa degustada é uma madeleine de Proust.
                                         

Rachel de Queiroz que certa vez foi a Goiás só conhecer Cora Tinha também esse  memorialismo dos saberes e sabores da infância :
 Era um fogão enorme, bem no centro da cozinha com uma chaminé no meio. Tinha então início o dia na cozinha de minha avó, que iria funcionar, sem pausas, até a hora do jantar. (O Nao me deixes)


Cora Coralina,  doceira de profissão, misturou poesia e doce. Sua poesia tem traços da simplicidade do interior  e as práticas cotidianas das mulheres nos seus afazeres domésticos.

  "Sou mais doceira e cozinheira do que escritora, sendo a culinária a mais nobre de todas as artes: (..) está ligada à vida e à saude humana."



Obras
"O canto da Inhuma"um dos seus primeiros poemas escrito em 1900 quando tinha 11 anos


Poesia
1965-Poemas dos becos de Goiás e estórias mais
1976 - Meu livro de cordel
1983 - Vintém de cobre - Meias confissões de Aninha
1986 - Tesouro da casa velha
2001 - Villa Boa de Goiás

Conto
Estórias da casa velha (1985)

Infantil
Meninos verdes (1986)
A moeda de ouro que o pato engoliu (1999)
O prato azul-pombinho (2002


Seus restos mortais repousam no cemitério São Miguel (Goiás) ao lado do pai. Quis ver ainda em vida sua pedra tumular inscrita com os versos que ela compôs:

"(...) Deixo o que quero para marcar minha passagem por essa vida" (Cora Coralina)


Fonte: Roteiros Literários


Que sabe você da fala das sementes? Cora Coralina

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

MACUNAÍMA

MACUNAIMA


Um dos romances mais importantes
da primeira fase do modernismo brasileiro
Foi lançado em 1928

RESUMO DO  LIVRO

Macunaíma nasce e já manifesta sua principal característica: a preguiça. O herói vive às margens do mítico rio Uraricoera com sua mãe e seus irmãos, Maanape e Jiguê, numa tribo amazônica. Após a morte da mãe, os três irmãos partem em busca de aventuras. Macunaíma encontra Ci, Mãe do Mato, rainha das Icamiabas. Depois de dominá-la, com a ajuda dos irmãos, faz dela sua mulher, tonando-se assim imperador do Mato Virgem.  
O herói tem um filho com Ci e esse morre, ela morre também e é transformada em estrela. Antes de morrer dá a Macunaíma um amuleto, a muiraquitã (pedra verde em forma de sáurio), que ele perde e que vai parar nas mãos do mascate peruano Venceslau Pietro Pietra, o gigante Piaimã, comedor de gente. Como o gigante mora em São Paulo, Macunaíma e seus irmãos vão para lá, na tentativa de recuperar a muiraquitã. 
Após falhar com o plano de se vestir de francesa para seduzir o gigante e recuperar a pedra, Macunaíma foge para o Rio de janeiro. Lá encontra Vei, a deusa sol, e promete casamento a uma de suas filhas, mas namora uma portuguesa e enfurece a deusa. Depois de muitas aventuras por todo o Brasil na tentativa de reaver a sua pedra, o herói a resgata e regressa para a sua tribo. 
Ao fim da narrativa, vem a vingança de Vei: ela manda um forte calor, que estimula a sensualidade do herói e o lança nos braços de uma uiara traiçoeira, que o mutila e faz com que ele perca de novo – dessa vez irremediavelmente – a muiraquitã. Cansado de tudo, Macunaíma vai para o céu transformado na Constelação da Ursa Maior.

http://educacao.globo.com/literatura/assunto/resumos-de-livros/macunaima.html
.
AUTOR

Mário de Andrade foi a figura central do movimento modernista que culminou na Semana de Arte Moderna de 1922. O escritor foi um dos integrantes do “Grupo dos Cinco”, que deu início ao modernismo no Brasil, formado também por Oswald de Andrade, Anita Malfatti, Tarsila do Amaral e Menotti Del Picchia.



IMPORTÂNCIA DO LIVRO

Utiliza provérbios do povo brasileiro aproximando a língua escrita ao modo de falar.

Apresenta humor e criatividade.

Possui estrutura inovadora, não seguindo uma ordem cronológica e espacial.

Busca uma valorização da cultura nacional.

 Macunaíma é a melhor representação das propostas do Movimento da Antropofagia (1928), iniciado por Oswald de Andrade

 O Movimento Antropofágico tinha como pretensão aproveitar as qualidades de outras culturas, mas transformá-las em algo verdadeiramente nacional.

Descentralização da cultura - os motivos indígenas, folclóricos, nativos e americanos, contra a inspiração nos temas europeus.
 Macunaíma também apresenta a “descentralização da cultura” na língua, ilustrando "o vocabulário regional de todos os pontos do Brasil" com suas frases feitas e provérbios de propriedade coletiva. Um dos principais valores do livro é essa mistura linguística.
Para escrever o livro o autor pesquisou sobre as lendas e mitos indígenas, pois está presente na obra a linguagem popular e oral de várias regiões do país. Mario de Andrade o chamou de rapsódia



PERSONAGENS

Macunaíma: é o protagonista do livro, "o herói sem nenhum caráter" e preguiçoso. Vive numa tribo na Amazônia e assume diversas faces. Ao mergulhar num poço encantado se transforma em um homem branco, loiro e de olhos azuis.

Maanape: um dos irmãos de Macunaíma. Simboliza a figura do negro.  

Jiguê: um dos irmãos de Macunaíma. Simboliza a figura do índio. 

Sofará: mulher de Jiguê. Era bem moça, apanhava de Jiguê por ficar “brincando” na mata com Macunaíma enquanto devia trabalhar. 

Iriqui: nova mulher de Jiguê. Era linda, mas também foi deixada por Jiguê quando este descobriu que ela também “brincava” com Macunaíma.  

Ci: é a responsável pela peregrinação de Macunaíma, já que foi ela quem lhe deu a pedra Muiraquitã. Ela foi o verdadeiro amor de Macunaíma. 

Capei: uma grande cobra que Macuína teve que enfrentar. 

 Piaimã: é o gigante que roubou a muiraquitã de Macunaíma. Torna-se a principal oposição do herói e motivo pelo qual ele parte em sua jornada para São Paulo. No final, o herói mata Piaimã e toma de volta a pedra

Vei: é a representação do sol, apesar de ser mulher. Tem duas filhas e quer que Macunaíma se case com uma delas. Porém Macunaíma não fica com nenhuma de suas filhas.

Ceiuci: mulher do gigante. Era gulosa e já tentou devorar Macunaíma.



RAPSÓDIA
 Nome que na música significa composição que envolve uma variedade de motivos populares.





CARACTERÍSTICAS DA OBRA MACUNAÍMA

Vocábulos indígenas e africanos
Gírias
Provérbios
Ditados populares
Modismos
Anedotas da história brasileira
Erotismo
O fantástico se confunde com o real
Superstições
Aspectos da vida urbana e rural do Brasil
Surrealismo  (expressão artística acessível)



Frases de Macunaima

“O sol esfiapando por entre a folhagem”

“ No pino do dia”

“Quem quer cavalo sem tacha anda de a-pé...”

“E o silêncio alargando tudo...”

“Pouca saúde e muita saúva, os males do Brasil são!”

“É São Paulo construída sobre sete colinas (,,,) e beija-lhe os pés a grácil (...) linfa do Tietê”
                             
“No céu escampado da noite não tive uma núvem “
“Gato miador pouco caçador”

“Canudo que teve pimenta guarda o ardume”

A casa de Mário de Andrade
https://vimeo.com/73811716

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

LITERATURA PAULISTA

SÃO  PAULO  NA LITERATURA

Século XVI
Chegada dos missionários da Cia de Jesus conhecidos como jesuitas. Escreviam relatórios à coroa portuguesa sobre as terras recém encontradas e sobre os povos nativos compondo poesias e músicas para o catecismo.
              
Padres jesuítas considerados os fundadores da capital paulista
Manuel da Nóbrega
José de Anchieta

ROMANTISMO

Século XIX  (Pequena Província )
Congrega grupo de escritores estudantes da faculdade de Direito que começam a retratar a cidade:

Álvares de Azevedo (1831-1852) fase ultra romântica
Castro Alves  (1847-187);
José de Alencar (1829-1877)

Góticos
Grupo de artistas seguem as idéias do escritor Lord Byron (1788-1824) e criam o grupo dos Byronianos que se reúnem em cemitérios para discutir literatura e exaltar a morte.
Bernardo Guimarães (1825-1884);
Francisco Otaviano (1825-1889);

Escritores antiabolicionistas (pós-romântico)
Luiz Gama (1831-1882) –  fundador do primeiro jornal humorístico de São Paulo Diabo coxo;
Raul Pompéia (1863-1895)

Século XX
São Paulo começa a se formar como metrópole com o poder econômico do café e a crescente industrialização. A cidade se torna o centro de uma mnifestação literária: O Modernismo. Semana de 22 no Teatro Municipal. A partir daí a cidade passa a ter nova representação na cena cultural do país.
Figuras de destaque: Mário de Andrade (1893-1945) e Oswald de Andrade (1890-1954)


Início do Século XX
Projeção nacional com o Movimento Modernista Brasileiro – Semana de Arte Moderna em 1922.
Mário de Andrade –      Paulicéia desvairada (poema urbano) estabelece o movimento moderno no Brasil.
                          Macunaíma – aborda o folclore brasileiro. Ápice da prosa nacionalista através da criação de um anti-herói nacional.
                                    Meditação sobre o Rio Tietê

Poesia experimental de Oswald de Andrade
Prosa de vanguarda – Serafim Ponte Grande (1933) – romance;

Concretismo
Movimento de vanguarda do pós-guerra no Brasil. Que se  espalha a partir de São Paulo com o grupo da Revista Nolgandres, criada pelos irmãos Haroldo (1931-2003), Augusto de Campos (1931-) e Décio Pignatari. Seu intuito era acabar com a distinção entre forma e conteúdo e criar uma nova linguagem.


1960 – Cenário de diversas obras
Romances policiais: Rubem Fonseca e Marcos Rey;
Roberto Piva - poemas descrevem as ruas soturnas do centro, com personagens excluídas da sociedade – usuários de drogas, homossexuais, criminosos e boêmios.
Tony Belloto;
Bernardo Carvalho;

1970
Literatura realista urbana impulsionada pelo momento político, pela segregação social, pela violência.
João Antonio (1937-1996);
Ivan Ângelo (1936-2014)
Inácio de Loyola Brandão (1936);

Anos 1990 (Realismo urbano e suburbano)
Fernando Bonassi (1962)  - 100  histórias colhidas na Rua
Marçal Aquino (1958);
Trazem para a cena literária as tensões sociais da metrópole.

Rappers e autores da periferia como Ferrez (1975) e Jocenir (1951) fazem arte com a linguagem coloquial dos subúrbios. A  escrita   representa a realidade urbana.                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                    

Século XXI
Cenário do romance Eles eram muito cavalos (Luiz Ruffato), ganhador do troféu APCA. Aborda o dia a dia da cidade, a partir das histórias individuais de seus moradores.



Fonte: wikipédia