segunda-feira, 1 de junho de 2015

JOSÉ LINS DO REGO

José Lins do Rego
(3/06/1901- 12/09/1957)

Escritor brasileiro que ao lado de Graciliano Ramos, Jorge Amado, Guimarães Rosa e José Candido de Carvalho figura como romancista regionalista.

José Lins do Rego escreveu cinco livros nomeados  "Ciclo da Cana- de- Açúcar", em referência  a decadência do engenho açucareiro nordestino nas primeiras décadas do século 20:

1) Menino de engenho (1933);
2) Doidinho;
3) Banguê(1934);
4) Moleque Ricardo (1935);
5) Usina (1936).

"Cortava-me a alma a saudade do meu engenho" (Menino de Engenho).

Suas obras são um marco na história da literatura regionalista por representar o declínio do Nordeste canavieiro.

Fogo morto (1943)  é visto pelo crítico Massaud Moisés como "uma das obras mais representativas não só dos anos 30 como de todo o Modernismo".

Segundo o escritor Gonçalo Junior existe uma semelhança de temas entre a segunda parte do livro com a trama  da obra Cem Anos de Solidão do Colombiano Gabriel Garcia Marquez.

 Otto Maria Carpeaux  escreveu que todo o universo da casa-grande, da senzala dos senhores de engenho e etc. não "existirão nunca mais a não ser nos romances de José Lins do Rego".

Obras do autor:
Romances
Menino de engenho (1932)
Doidinho (1933)
Bangüê (1934)
O Moleque Ricardo (1935)
Usina (1936)
Pureza (1937)
Pedra bonita (1938)
Riacho doce (1939)
Água-mãe (1941)
Fogo morto (1943)
Eurídice (1947)
Cangaceiros (1953)
Histórias da velha Totonha (1936)
Meus Verdes Anos (memórias) (1956)
Coletânea de Crônicas
Gordos e magros (1942). Rio de Janeiro, Casa do Estudante do Brasil.
Poesia e vida (1945). Rio de Janeiro, Universal.
Homens, seres e coisas (1952). Rio de Janeiro, Serviço de documentação do Ministério da Educação e Saúde.
A casa e o homem (1954). Rio de Janeiro, Organização Simões.
Presença do Nordeste na literatura brasileira (1957). Rio de Janeiro, Serviço de Documentação do Ministério da Educação e Saúde.
O vulcão e a fonte (1958). Rio de Janeiro, O Cruzeiro.
Dias idos e vividos - antologia (1981). Seleção, organização e estudos críticos de Ivan Junqueira. Rio de Janeiro, Nova Fronteira.
Ligeiros Traços: escritos de juventude (2007). Seleção, organização e notas de César Braga-Pinto. Rio de Janeiro: Editora José Olympio.
Flamengo é puro amor: 111 crônicas escolhidas (2008). Seleção, organização e notas de Marcos de Castro. Rio de Janeiro: Editora José Olympio24 .

Prefácios
Caminhos do Pajeú, Luís Cristóvão dos Santos, 1955

Infanto-juvenil
Histórias da Velha Totônia (1936). Rio de Janeiro, José Olympio.

Filmografia
Menino de engenho (1965). Produção: Glauber Rocha e Walter Lima Júnior. Direção: Walter Lima Júnior.
José Lins do Rego (documentário). Prêmio do Instituto Nacional do Cinema como a melhor direção de curta-metragem em 1969.
José Lins do Rego (curta-metragem). Produção: José Olympio Editora. Direção: Walter Lima Júnior.
Fogo morto. Produção: Miguel Borges. Direção: Marcos Faria.
José Lins do Rego: Engenho e Arte (documentário).Produção: [[TV Escola]. Direção: Hilton Lacerda. TV Escola: José Lins do Rego.
O Engenho de Zé Lins (documentário, 2006). Produção e direção: Vladimir Carvalho. Prêmio de Melhor Montagem no Festival de Brasília de 2006.

Acessem também:

MUSEU JOSÉ LINS DO REGO
http://www.youtube.com/watch?v=tdF-vaC6QJ4

ENGENHO E ARTE
http://www.youtube.com/watch?v=tEBKBBhM81E&list=PLXfFiE2hM1UviD-bsL39ndxraUz9M6pS4

Fogo morto
https://www.youtube.com/watch?v=Y-gAypkpXYc

Menino de engenho
https://www.youtube.com/watch?v=4Ic4DNPndPA


Fonte: wikipédia
            Gonçalo Júnior. Tempo de rever José Lins do Rego. Diário de
             São Paulo, 2 jun 2011, p. 22

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